Você vai sair de Olden passando por vales com fazendas e cachoeiras antes de caminhar (ou andar) até o mirante do lago azul do Glaciar Briksdal. Prepare-se para o ar fresco da montanha, histórias locais com o guia e muitas pausas para admirar ou rir no caminho. É menos sobre cumprir etapas e mais sobre se sentir pequeno diante de algo milenar.
É um passeio de meio dia que sai do cais de Olden e retorna após a visita ao Glaciar Briksdal.
Você pode caminhar da Pousada Briksdal até o mirante do glaciar ou alugar um carrinho troll se preferir não andar.
Sim, um guia local acompanha o grupo e conta histórias durante o trajeto.
Sim, bebês e crianças pequenas podem ir no carrinho de bebê durante o passeio.
Os veículos aceitam cadeiras de rodas dobráveis; o terreno perto do glaciar é irregular, então entre em contato antes para verificar rampas.
Use calçados e roupas adequadas para terreno irregular e mudanças no clima perto do glaciar.
Geralmente os passeios são multilíngues, mas podem ser só em inglês em abril ou outubro, dependendo da disponibilidade do guia.
O dia inclui transporte do cais de Olden, passagem por vales com o Lago de Olden e cachoeiras, guia local contando histórias; paradas para fotos; entrada na área do Glaciar Briksdal; além de opções flexíveis para caminhar ou andar até o mirante do glaciar antes do retorno.
É difícil explicar os primeiros minutos depois que saímos do cais de Olden — as janelas do ônibus embaçaram um pouco com o nosso fôlego, e lá fora, aquele verde intenso que só se vê na Noruega. Nossa guia (acho que o nome dela era Ingrid?) apontou a “pequena igreja vermelha” enquanto passávamos. Ela sorriu quando alguém perguntou se ela é sempre tão vermelha (“Ela é repintada a cada poucos anos — tradição!”). A estrada serpenteava por fazendas onde vi uma criança correndo atrás de uma galinha, uma cena que trouxe uma sensação estranhamente acolhedora.
Paramos no Lago de Olden para fotos — confesso que achei que aquela cor era edição nas brochuras, mas não, é mesmo aquele azul-esverdeado ao vivo. Havia um leve cheiro de grama molhada e algo doce vindo das flores silvestres à beira da água. O ar tinha um gosto gelado. Depois, seguimos subindo em direção à Pousada Briksdal; dava para ouvir as cachoeiras antes de vê-las, especialmente uma que parecia aplausos ecoando nas pedras. Ingrid contou histórias sobre trolls do gelo (ela jura que viu um quando era criança), e eu tentei pronunciar “Briksdalsbreen”. Ela riu — provavelmente porque eu falei tudo errado.
A caminhada até o Glaciar Briksdal começa tranquila, mas logo fica cheia de pedras — não é impossível, só… irregular o bastante para exigir atenção ao caminhar. Algumas pessoas pegaram aqueles carrinhos troll (parecem carrinhos de golfe vestidos para o inverno), mas eu quis sentir minhas botas na trilha. Quanto mais chegávamos perto, mais silenciosos ficávamos; só o vento e a água correndo lá embaixo. Quando chegamos ao mirante do lago do glaciar, fiquei parado ali por um tempo — nem tirei foto no começo. Às vezes, a gente quer guardar algo só pra si, sabe? Até hoje lembro como minhas mãos ficaram geladas apoiadas naquele corrimão de madeira.
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