Você vai subir de teleférico sobre a Baía de Kotor (se o tempo deixar), provar o presunto de Njeguši com os locais, escalar o pico rochoso de Lovcen até um mausoléu incrível, passear pelas ruas reais de Cetinje, navegar entre lírios no Lago Skadar — e terminar com o pôr do sol em Sveti Stefan. Um dia completo que deixa mais perguntas do que respostas — e no melhor sentido.
Já imaginou como cheira Montenegro a 1.600 metros de altitude? Eu também não, até sair do teleférico acima de Kotor e sentir o ar bater — pinho fresco, com um toque quase salgado do mar lá embaixo. Nosso guia, Marko, sorriu enquanto admirávamos a vista (ele deve ver isso toda semana). “Vocês vão lembrar dessa estrada,” disse ele, apontando para as antigas curvas austro-húngaras que descem até Tivat. O vento estava forte naquela manhã, e quase desistimos do teleférico, mas a sorte esteve do nosso lado. Até hoje lembro daquele primeiro suspiro lá em cima.
Seguimos pelas encostas rochosas de Lovcen — pedra cinza por todo lado, cabras na estrada como se fossem donas do lugar. Na vila de Njeguši (Marko chamou de “capital do presunto”), o café da manhã foi uma fatia generosa de presunto defumado com pão, num lugar mais antigo que a casa dos meus avós. Ele nos serviu copinhos de rakija (“Só um gole!”), e Li riu quando tentei agradecer em montenegrino — provavelmente fiz um desastre. O mausoléu de Petar II Petrović Njegoš fica no topo de Lovcen; subir os últimos degraus foi como entrar nas nuvens. Lá em cima faz frio mesmo em junho. O silêncio dentro é pesado, de um jeito especial.
Depois fomos para Cetinje — palácios antigos, paredes amarelas desbotadas, crianças jogando futebol na frente do Palácio do Rei Nikola. Marko contou histórias de escândalos reais e poetas; eu só acompanhei metade porque me distraí com um gato de rua que se enroscava nas nossas pernas. Não ficamos muito tempo antes de seguir para o rio Crnojević, onde o almoço foi peixe grelhado num píer meio instável, seguido de um passeio de barco lento entre lírios d’água e juncos. Garças paradas nas águas rasas estavam tão próximas que dava para ver as penas se mexendo quando passávamos.
A última parada foi Sveti Stefan — uma ilha com telhados cor de rosa que parece coisa de outro mundo vista do mirante acima de Budva. Não dá para entrar na ilha a não ser que você esteja hospedado naquele hotel chique (o que não era o nosso caso), mas, sinceramente, só vê-la lá de cima já valeu. O sol já estava baixo e tudo parecia calmo, só o som distante das músicas dos clubes de praia de Budva subindo no ar. Fiquei pensando em quanto Montenegro consegue mostrar em um único dia — sabe como é?
Não, mas há opções de transporte público próximas para chegar ao ponto de encontro.
O passeio dura cerca de 11 horas, incluindo todas as paradas e deslocamentos.
Se o vento impedir o teleférico, você sobe pela antiga estrada austro-húngara de carro.
Há uma parada para almoço no rio Crnojević, mas a refeição não está inclusa no preço.
Não, a entrada é exclusiva para hóspedes do hotel; você verá a ilha apenas do mirante acima de Budva.
O passeio de barco incluído é no rio Crnojević, que conecta ao Lago Skadar e tem paisagens semelhantes.
O passeio é adequado para a maioria das pessoas, mas não é recomendado para quem tem problemas cardíacos, por causa de caminhadas e escadas.
A parada em Njeguši acontece só fora da alta temporada; pode ser retirada se usar o teleférico ou no pico do verão.
O dia inclui transporte entre todos os pontos com um guia-motorista que fala inglês em cada etapa. Um passeio de barco panorâmico pelo rio Crnojević está incluso (com possibilidade de banho se o tempo permitir). As refeições não estão incluídas, mas há paradas para petiscos tradicionais ou almoço antes do retorno à noite.
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