Você vai pilotar ATVs pelas trilhas da selva de Tulum, voar na tirolesa Evolution, fazer rapel numa parede, nadar num cenote de caverna e curtir um almoço juntos. Tem até uma breve cerimônia maia que fica na memória.
A tirolesa Evolution tem 1 km de extensão e é a mais rápida e longa da Riviera Maya.
Sim, o almoço faz parte do passeio durante o dia.
O peso máximo permitido nas tirolesas é de 115 kg.
Sim, o passeio inclui transporte em veículo com ar-condicionado.
É recomendado ter condicionamento físico moderado; não indicado para quem tem problemas na coluna ou no coração.
Sim, você vai nadar em um cenote de caverna durante o roteiro.
Sim, há uma breve demonstração de cerimônia maia durante a visita.
O dia inclui transporte em veículo com ar-condicionado do seu hotel ou ponto de encontro em Tulum, água engarrafada durante toda a aventura, todo o equipamento para ATV e tirolesa (com segurança), entrada e tempo para nadar no cenote de caverna, almoço típico local após as atividades, além da companhia e orientação de guias experientes.
O que mais me chamou atenção foi o ar — denso, verde, quase parado. Mal colocamos os capacetes, os ATVs já roncavam e nosso guia, César (com um sorriso que parecia esconder um segredo), nos chamou para entrar na mata. O caminho era cheio de raízes e poeira vermelha, e eu via flashes de turquesa entre as folhas — seriam pássaros? Ou só o nervosismo? Lembrei que meus braços iam doer no dia seguinte, mas nem liguei. Cada parada virava motivo de risada, alguém se molhava numa poça ou quase perdia o sapato.
Depois vieram as tirolesas. Não tenho medo de altura, mas a “Evolution” é longa — de verdade — e você escuta antes de ver. Aquele zumbido metálico no alto, seguido de um grito de quem já voava. Minhas mãos tremiam ao me prender (César percebeu e só disse “Es normal”). Lá de cima a selva parece outra coisa; menos selvagem, mas infinita. O vento no rosto, aquela mistura estranha de medo e empolgação no peito... Difícil explicar se você não viveu.
Depois tentamos o rapel numa parede quase vertical — uns foram mais estilosos que outros (meu pouso foi meio desajeitado). Aí tudo desacelerou: entramos num cenote de caverna, o ar fresco envolvendo a gente como uma segunda pele. A água tão transparente que dava pra ver cada ondulação nos pés. Estalactites pingando acima, ecoando até o sussurro. O almoço nunca soube tão bem — tortilhas quentinhas que podiam queimar os dedos se você não tivesse cuidado.
Antes de voltar, rolou uma cerimônia maia rápida — incenso subindo na luz do sol, César explicando em espanhol e inglês. Não entendi tudo, mas foi importante ficar em silêncio, sem pressa de ir pra próxima atração. Às vezes ainda lembro daquele silêncio sob as árvores.
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