Você vai nadar em cenotes fresquinhos, flutuar sob formações rochosas milenares e fazer snorkel nas águas calmas da Lagoa Yal-Ku, cheia de peixes tropicais — tudo guiado por um local que deixa o passeio leve e seguro. Prepare-se para rir, sentir aquele friozinho gostoso da água e se encantar com momentos que aparecem do nada.
A duração exata não está especificada, mas inclui transporte da maioria dos hotéis e tempo nos dois locais — reserve algumas horas para o passeio completo.
Sim, o transporte ida e volta da maioria dos hotéis em Cancun e Riviera Maya está incluso.
Não, todo o equipamento e coletes salva-vidas são fornecidos durante o passeio.
Inclui um lanche e água, mas não um almoço completo.
A idade mínima é 6 anos, e as crianças também precisam atender a requisitos de altura.
Não, é necessário saber nadar, pois as atividades exigem conforto na água.
Não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas respiratórios ou condições médicas específicas.
Não, por questões de segurança não é permitido usar aparelhos dentro do cenote.
O seu dia inclui transporte ida e volta do hotel na maioria dos locais em Cancun e Riviera Maya, todo o equipamento de snorkel e colete fornecidos por uma equipe simpática, além de lanches e água para você curtir sem preocupações antes de mergulhar nessas águas antigas.
Eu não fazia ideia do que esperar quando entramos na van em frente ao nosso hotel na Riviera Maya — só sabia que finalmente ia ver um cenote de perto. Nossa guia, Sofia, tinha um jeito tranquilo de explicar as coisas, sem parecer uma aula chata. Ela distribuiu o equipamento de snorkel e fez uma piada sobre como todo mundo fica engraçado com colete salva-vidas (e ela estava certa). Quando chegamos ao cenote, o ar já parecia mais fresco antes mesmo de chegarmos perto. A superfície da água parecia um espelho, mas quando molhei os pés, senti um frio muito maior do que imaginava. O cheiro de calcário molhado misturado com algo verde, quase musgoso, me deu um arrepio — daqueles bons.
A Sofia nos guiou por cavernas meio iluminadas, onde a luz refletia na água e criava ondas suaves. Eu vivia batendo os joelhos nas pedras — não sou nada elegante com nadadeiras — mas ninguém parecia se importar. O eco das nossas vozes soava estranho, como se estivéssemos dentro de uma concha gigante. Em um momento, ela apontou uns morceguinhos grudados no teto; quase não vi porque estava hipnotizado com as formas estranhas das pedras sob a água. Lá embaixo parecia que o tempo passava diferente, tudo parecia muito antigo.
Depois de secar um pouco, seguimos para a Lagoa Yal-Ku, onde fizemos snorkel. É um lugar onde a água doce se mistura com a salgada, criando cores vibrantes e peixes que você não vê nas praias comuns — blue tangs, uns listrados que nunca consegui decorar o nome. A água estava tão calma que até minha amiga, que não é muito segura nadando, se sentiu confortável flutuando com o rosto na água. Teve um momento em que tudo ficou silencioso, só dava para ouvir minha respiração pelo snorkel, e aí bateu uma paz enorme. Depois alguém viu um peixe-porco e todo mundo começou a rir porque, pelo jeito, eles são meio mal-humorados quando você chega perto demais.
Terminamos o passeio comendo frutas na beira da lagoa, ainda molhados, rindo sobre quais peixes pareciam personagens de desenho e quais nos assustaram um pouco. A Sofia contou que os locais consideram os cenotes sagrados — falou isso com uma voz tão suave que parecia não querer quebrar a magia do lugar. Fico pensando naquela sensação de silêncio debaixo d’água; ela fica com você por mais tempo do que imagina.

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