Você vai se perder pela medina de Fez com um guia local que conhece cada atalho e história. Momentos práticos com artesãos, cores hipnotizantes no curtume Chouara (com raminho de hortelã!), paz na Madrasa Al-Attarine e aromas de comida de rua pelo caminho. No fim, vai parecer que viveu um pedacinho de Fez — mesmo sem saber pronunciar “ras el hanout”.
Já estávamos bem no meio da Medina de Fez quando percebi que havia subestimado o tamanho dela — não é só “umas ruas tortuosas”. Nosso guia Hicham nos esperava na porta do riad (fiquei aliviado, porque teria me perdido antes do café), e em minutos estávamos desviando de carrinhos carregados de laranjas e ouvindo vendedores gritar em árabe e francês. O cheiro de pão fresco vinha de algum lugar — nunca descobri de qual padaria. Hicham apontou os azulejos azuis do Bab Bou Jeloud enquanto passávamos por crianças indo à escola e velhinhos tomando chá de hortelã. Ele conhecia todo mundo; as pessoas o chamavam pelo nome.
Na Place Seffarine, o som do cobre batendo no cobre ecoava entre as paredes — tão alto que me fez rir. Um garoto observava os metalúrgicos com os olhos arregalados, como se fosse mágica. Entramos numa oficina minúscula onde um senhor nos mostrou como grava o latão (minha tentativa ficou parecendo um rabisco; ele sorriu mesmo assim). A Mesquita Kairaouine apareceu de repente — Hicham contou a história dela enquanto espiávamos pela porta, já que só muçulmanos podem entrar. Mesmo assim, estar ali carregava o peso de séculos.
Não esperava me encantar tanto pelos curtumes. O cheiro veio primeiro — forte e terroso — mas Hicham nos deu raminhos de hortelã para segurar no nariz (salvação). Lá de cima, as piscinas pareciam pinturas: amarelos, vermelhos e marrons misturados. Ver aqueles homens trabalhando o couro à mão me fez pensar em como quase não usamos as mãos hoje em dia. Passeamos pelos souks cheios de tapetes berberes e especiarias empilhadas mais alto que minha cabeça; Li riu quando tentei falar “ras el hanout” em árabe — provavelmente estraguei a pronúncia.
A Madrasa Al-Attarine foi um respiro silencioso em meio à agitação — um pátio de pedra fresco com luz do sol deslizando sobre a madeira entalhada. Queria ficar mais, mas ainda tinha o Museu Nejjarine, escondido atrás de uma porta de madeira (não incluído no preço, mas vale a pena pagar alguns dirhams). Terminamos na Praça R’cif, onde tudo parecia se misturar — chamadas para a oração, buzinas de scooter, risadas — e de repente quatro horas tinham voado. Até hoje lembro daquele momento ali com meu chá, me sentindo perdido e ao mesmo tempo em casa.
O passeio dura cerca de 4 horas, incluindo o tempo de caminhada entre os pontos.
Sim, o traslado do seu riad ou hotel no centro de Fez está incluído.
Você verá o portão Bab Bou Jeloud, a Mesquita Kairaouine (de fora), a Madrasa Al-Attarine, o Curtume Chouara, a Place Seffarine, o Museu Nejjarine (entrada paga), a Zaouia Moulay Idriss II (de fora), a Praça R’cif e oficinas de artesãos.
Não, as entradas para locais como Madrasa Al-Attarine ou Museu Nejjarine não estão incluídas no preço do tour.
O tour é acessível para cadeirantes, mas algumas áreas da medina podem ser difíceis devido ao chão irregular.
Não, a entrada é restrita a muçulmanos, mas você pode vê-la do lado de fora.
Você receberá café, chá marroquino ou água durante o passeio; degustações de comida de rua não estão incluídas, mas podem ser compradas no caminho.
Um guia local certificado acompanha você durante toda a visita.
O passeio inclui traslado direto do seu riad ou hotel na medina de Fez com um guia local profissional certificado; você também vai desfrutar de café, chá marroquino ou água durante o percurso, que dura cerca de quatro horas a pé.
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