Você vai caminhar sob as famosas cerejeiras de Hirosaki com um guia local que conhece cada história por trás de cada caminho e pétala. De passeios de barco pelos fossos floridos a explorar o castelo e provar delícias numa antiga casa de comerciantes, esse tour te conecta às tradições da primavera que vão ficar na sua memória.
As cerejeiras geralmente florescem entre 23 de abril e 5 de maio, durante o festival anual.
Sim, o traslado do hotel dentro da cidade de Hirosaki está incluso no passeio.
Sim, bebês e crianças pequenas podem usar carrinho durante o passeio.
Sim, você vai visitar o Castelo de Hirosaki durante o passeio com o guia local.
Sim, você vai explorar prédios históricos como a antiga biblioteca, a cervejaria da casa de comerciantes e ainda experimentar os tambores do festival no Neputa Mura.
Sim, as opções de transporte e o passeio são acessíveis para cadeirantes.
Seu dia inclui traslado do hotel dentro de Hirosaki, ingressos para atrações como o Castelo de Hirosaki e Neputa Mura, passeio guiado a pé com um local que conta histórias em cada caminho, além da passagem de ônibus para facilitar seu deslocamento.
Alguém me entrega uma pétala rosa pequenininha, quase sem peso, e percebo que ela está presa na minha manga — deve ter sido quando passamos pelo Túnel de Sakura no Parque de Hirosaki. Nosso guia, Yuki, sorri e diz que é sorte levar uma para casa (até hoje ela está guardada no meu caderno). O ar tem um cheiro levemente doce, mas também há uma umidade vinda do fosso que deixa tudo com um toque mais suave. Começamos a manhã perto da antiga biblioteca da cidade — Yuki apontou as torres gêmeas e contou a história do lugar, mas confesso que fiquei encantado com os moradores locais estendendo suas toalhas de piquenique sob as árvores.
Andar pelo parque é como atravessar camadas de luz rosa e branca. São tantas variedades de cerejeiras — Yuki falou que tem mais de 80 tipos, coisa que eu nem imaginava. Vimos crianças correndo atrás das pétalas perto do fosso, enquanto os mais velhos tomavam chá e conversavam baixinho. Em um momento, tentamos remar num barco (não é tão fácil quanto parece) para ver as flores refletidas na água. Meus braços doeram em cinco minutos, mas valeu muito a pena pela vista — tudo duplicado, de cabeça para baixo.
O Castelo de Hirosaki me surpreendeu — menor do que eu esperava, mas isso o deixou mais autêntico. Yuki explicou como um raio destruiu a torre original há muito tempo, e as regras rígidas só permitiram reconstruir parte dela. Ela contou sobre famílias samurais e mostrou detalhes nas paredes de pedra que a maioria das pessoas nem percebe. Depois, entramos numa antiga casa de comerciantes que virou cervejaria; dava para sentir cheiro de arroz e algo terroso no ar, e as vigas escuras no teto carregavam marcas de anos de fumaça da lareira.
Não esperava rir tanto no Neputa Mura — nos deixaram tocar aqueles tambores enormes do festival (meu ritmo é péssimo), e a Li, do nosso grupo, animou todo mundo a bater palmas junto. No fim da tarde, as pétalas estavam por toda parte: nos sapatos, no cabelo, flutuando sobre as mesas de piquenique onde desconhecidos nos chamavam para dividir petiscos. Essa sensação ficou comigo — como se eu tivesse sido convidado para uma festa de alguém por um dia.
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