Você vai se agasalhar em Reykjavik, subir em um quadriciclo com um guia local e seguir além do Lago Hafravatn até a montanha Hafrafell, com vistas incríveis da cidade e dos campos de lava. Prepare-se para trilhas enlameadas, cavalos islandeses à beira da água, talvez até ptarmigans ou raposas árticas, e aquele ar puro do norte que fica na memória.
O primeiro detalhe que percebi foi o cheiro — frio, meio metálico, como cascalho molhado misturado com algo mais puro. Acabávamos de ser buscados em Reykjavik (não exatamente no hotel, mas perto — dava pra ir a pé até o ponto de ônibus), e vinte minutos depois já estávamos vestindo aqueles macacões grossos na base do passeio. Nosso guia, Einar, me entregou as luvas e riu quando tentei fechar o capacete com os dedos congelados. “É sempre assim,” disse, olhando pro céu. Eu não me importei. O ar era mais cortante que café forte.
Nunca tinha pilotado um quadriciclo antes, então fiquei meio nervoso no começo — minha amiga assumiu o volante na nossa dupla enquanto eu me segurava atrás dela. O ronco do motor abafava meus pensamentos enquanto avançávamos por trilhas enlameadas rumo ao Lago Hafravatn. Teve um momento em que tudo ficou em silêncio, só dava pra ouvir o barulho dos pneus no gelo e uns pássaros distantes — ptarmigans, chamou Einar (acho que pronunciei errado). Ele apontou alguns cavalos islandeses pastando perto da água; as crinas deles brilhavam quase prateadas naquela luz azulada da manhã.
Subir a montanha Hafrafell parecia entrar em outro mundo — um minuto você olha pra trás e vê os telhados de Reykjavik, no outro só tem pedra coberta de musgo, vento e aquele espaço aberto infinito. Einar parou perto do topo pra gente recuperar o fôlego (e talvez pra checar se alguém tinha perdido a luva). Dá pra ver Mosfellsbær lá embaixo e até rastros de antigos campos de lava se estendendo até Hafnafjordur. Alguém perguntou sobre o vulcão Geldingadalur — Einar deu de ombros e disse que, se tiver sorte, dá pra ver cinzas à distância. Não vimos raposas, mas pra ser sincero, eu estava tão hipnotizado pela vista que nem liguei.
O caminho de volta foi mais tranquilo — acho que todo mundo já estava cansado ou só curtindo aquela sensação do ar gelado. Minhas mãos estavam dormentes, mas não conseguia parar de sorrir por baixo do capacete. Se estiver pensando em fazer um passeio de quadriciclo em Reykjavik, não espere sair limpo ou quentinho — mas vale cada arrepio por aqueles momentos em que a Islândia parece enorme e ao mesmo tempo tão perto.
A atividade dura cerca de 2h30, incluindo o transporte de ida e volta.
Sim, a busca no hotel está incluída se você estiver fora do centro de Reykjavik; caso contrário, o ponto de encontro é em paradas de ônibus turísticas próximas.
Crianças a partir de 6 anos podem ir como passageiras, desde que acompanhadas por um adulto.
Sim, quem dirige precisa ter carteira de motorista válida; passageiros não precisam.
Use roupas quentes em camadas; macacões, luvas e capacetes são fornecidos, mas pode fazer muito frio durante o passeio.
O padrão é para duas pessoas por quadriciclo; passeios individuais estão disponíveis por um custo extra na reserva.
Você pode avistar cavalos islandeses, ptarmigans e até raposas árticas perto do Lago Hafravatn ou na montanha Hafrafell.
Você pode se encontrar diretamente na base do passeio, que fica a cerca de 20 minutos de carro do centro de Reykjavik.
Seu dia inclui transporte do hotel (ou ponto de ônibus próximo), todo o equipamento de segurança como macacões quentes e capacetes, além do acompanhamento de um guia local profissional durante essa aventura em grupo pequeno de quadriciclo até o Lago Hafravatn e a montanha Hafrafell, antes de voltar para Reykjavik.
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