Você vai caminhar pelo Glaciar Sólheimajökull com um grupo pequeno e um guia certificado, aprendendo sobre gelo milenar e a geologia da Islândia. Ouça histórias locais, veja moulins de perto e sinta o silêncio estranho desse mundo congelado sob seus pés. Todo equipamento de segurança está incluído — só precisa trazer botas resistentes e muita curiosidade.
A caminhada guiada no glaciar dura cerca de 1,5 horas sobre o gelo.
Não é necessário ter experiência; o passeio é considerado fácil, mas é preciso conseguir andar cerca de 3 km em terreno irregular.
O passeio inclui capacete, cinto de segurança, machado de caminhada e cramponas para o gelo.
A idade mínima é 8 anos.
Você precisa de botas de trekking resistentes com suporte para o tornozelo; há aluguel disponível por um custo extra, se necessário.
O passeio é em grupo pequeno; o tamanho exato pode variar, mas é limitado para garantir segurança e qualidade.
As cramponas servem do tamanho 35 ao 50 da UE; quem estiver fora dessa numeração infelizmente não poderá participar.
Seu dia inclui todo o equipamento necessário para segurança no glaciar — capacete, cinto, machado de caminhada e cramponas — além da orientação de um especialista certificado durante toda a caminhada em grupo pequeno no Glaciar Sólheimajökull. Só não esqueça de trazer botas resistentes ou alugue no local, se precisar.
A primeira coisa que percebi ao pisar no Sólheimajökull foi o barulho — aquele som estranho e gostoso das cramponas cravando no gelo azul antigo. Nossa guia, Ása, me entregou um machado (mais leve do que parece) e sorriu como quem já viu mil caras nervosos antes. O vento trazia um frio salgado do mar perto dali, cortante o suficiente para despertar qualquer um, mesmo quem já estava animado com a vista. Éramos sete, todos meio atrapalhados tentando ajeitar os cintos; o capacete de um não parava no lugar e a gente riu bastante, o que ajudou a relaxar.
Andar no glaciar parecia simples e ao mesmo tempo surreal. Você está só... andando, mas não exatamente — cada passo é sobre ondulações e rachaduras que parecem de outro planeta. Ása mostrou um moulin (tive que perguntar duas vezes como se fala), um buraco profundo onde a água do degelo desaparece num nada azul-escuro. Ela contou como o Sólheimajökull está encolhendo rápido — “perdendo 50 metros por ano”, disse, batendo a bota no chão para enfatizar. Por um instante fiquei ali, respirando aquele ar gelado com cheiro meio metálico, ouvindo o som das pequenas correntes sob o gelo. Não esperava me sentir tão pequeno e silencioso diante de um lugar assim.
Mais ou menos na metade do passeio, o cadarço da minha bota esquerda desamarrou (clássico), e tive que me ajoelhar meio desajeitado no gelo enquanto todo mundo esperava. Ninguém se importou — um cara de Berlim fez uma piada sobre “moda glacial”. Paramos para fotos perto de cristas afiadas onde a luz do sol brilhava no gelo como cacos de vidro. Sério, às vezes ainda penso naquela luz quando estou preso no metrô em casa.

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