Você vai caminhar pelas ruas mais antigas de Newcastle com um guia local vestido a caráter, ouvir histórias incríveis na Grey Street e na igreja St Andrews, rir com relatos de frades e batalhas nas muralhas antigas, e terminar na Black Gate — com entrada flexível para o Castelo de Newcastle incluída. É fácil sair pensando naquelas pedras que ecoam histórias.
O tour a pé dura cerca de 90 minutos do começo ao fim.
Sim, seu ingresso inclui entrada gratuita no Castelo de Newcastle válida por até 48 horas após o fim do tour.
O tour começa no poste de luz entre a Black Gate e o Castle Keep, no Castle Garth.
Os tours acontecem todas as segundas e sextas, às 10h30 e 13h, de 30 de março a 5 de outubro.
É recomendado um nível moderado de preparo físico, pois você vai caminhar pelo centro de Newcastle.
Sim, há opções de transporte público próximas ao local de início do tour.
Animais de serviço são permitidos neste tour a pé.
Sim, seu ingresso para o castelo vale por 48 horas após o tour, então pode voltar quando quiser dentro desse período.
Você terá um guia local simpático vestido a caráter medieval mostrando os pontos históricos do centro antigo de Newcastle; além disso, os ingressos para Black Gate e Castle Keep estão incluídos — e valem por 48 horas após o passeio, para você explorar com calma.
Nos encontramos com nosso guia — todo vestido a caráter, com roupas medievais — bem entre a Black Gate e o Castle Keep. Confesso que estava meio sem café e não esperava ser puxado direto para a história romana antes mesmo de sairmos do poste de luz. A forma como ela contou sobre o Pons Aelius fazia parecer que dava pra sentir as pedras antigas sob os pés (mesmo sendo só calçada e uma garoa leve naquela manhã). Tinha um contraste estranho entre o barulho da cidade e um silêncio súbito enquanto escutávamos — como se o passado estivesse ali, esperando atrás de cada esquina.
A Grey Street me surpreendeu. Já tinha ouvido que era “bonita”, mas isso não faz justiça; o jeito que os prédios se curvam prende seu olhar, e sempre tem alguém passando com um saco do Greggs ou conversando no sotaque Geordie. Nosso guia apontou pequenas esculturas que eu jamais teria notado, contou sobre o Grey’s Monument e todas aquelas pessoas que, segundo ela, moldaram Newcastle com as próprias mãos. Ela fez uma piada sobre como os vitorianos adoravam colunas (não estava errada), e então seguimos para St Andrews — a igreja mais antiga daqui. Parecia menor do que eu imaginava, mas carregava um peso de histórias.
Acho que meu momento favorito foi quando paramos perto do que resta das muralhas da cidade. O vento aumentou justo ali, e o guia ganhou um brilho nos olhos falando sobre cercos e Hotspur — até tentou imitar uma justa (não muito convincente). Alguém perguntou sobre os Black Friars e ela começou a contar histórias dos “homens santos” que nem sempre foram tão santos assim, arrancando risadas do grupo. O cheiro de uma padaria próxima misturava com o ar frio das pedras — uma sensação estranhamente aconchegante.
O tour terminou na Black Gate, imponente daquele jeito que só coisa medieval de verdade consegue ser. Recebemos nossos ingressos para o Castelo de Newcastle (incluídos no passeio) para entrar na hora ou voltar depois — o meu ficou no bolso por dois dias antes de eu finalmente explorar o interior. Tem algo em estar onde reis já pisaram que fica com você por muito mais tempo do que imagina.

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