Você vai caminhar pelas ruas sinuosas de Cambridge com um ex-aluno que compartilha histórias que só quem vive a universidade conhece, desde tradições secretas até lanches de madrugada. Faça pausas em lugares famosos como o Eagle Pub e a Mathematical Bridge, e depois escolha explorar a King’s College Chapel por conta própria. Prepare-se para risadas, cantinhos inesperadamente silenciosos e aquela sensação de encantamento que fica com você por muito tempo.
Começamos bem na frente do King’s College — impossível não notar o lenço azul que nossa guia, Sophie, usava. Ela tinha acabado de se formar no ano passado e ainda carregava aquela energia meio nervosa, meio orgulhosa. A rua estava cheia de bicicletas passando rápido (cuidado com os pés) e um cheiro suave de café vinha de algum lugar atrás da gente. Sophie não perdeu tempo e já começou contando uma história sobre a primeira vez que se perdeu entre os colégios à noite. Por um instante, me senti como se pudesse ser estudante ali também.
Passamos pelo Eagle Pub — dizem que foi ali que Watson e Crick anunciaram a descoberta do DNA. Não esperava que o lugar fosse tão simples por dentro; dois senhores discutiam futebol no bar. Sophie apontou para algumas pichações no teto feitas por pilotos da Segunda Guerra Mundial. Dá para sentir quase o cheiro da madeira antiga e da cerveja derramada (de um jeito bom). Ela tinha um jeito de misturar grandes histórias com detalhes pequenos, tipo qual colégio serve as melhores batatas fritas depois da meia-noite. Alguém do grupo tentou falar “Corpus Christi” em latim — Sophie riu e confessou que ainda erra às vezes.
Teve um momento na Mathematical Bridge, no Queens’ College, quando o sol apareceu por uns cinco minutos — tudo ficou mais nítido, mesmo que antes estivesse meio cinza. Sophie explicou por que o nome é Queens’ (com o apóstrofo depois do s), algo que eu nunca tinha parado para pensar. Ela também contou como os estudantes às vezes se arriscam a passar por lá fora do horário (não tente fazer isso). Caminhamos pelas “Backs” do King’s College, e eu não parava de pensar em todas as pessoas que estudaram ali — Newton, Hawking — mas, na real, o que mais me marcou foi o silêncio que tomou conta quando deixamos a King's Parade para trás.
Se você reservar a opção da capela (faça isso antes de ir!), pode entrar sozinho na King’s College Chapel depois do tour. A sensação de entrar ali sozinho é diferente — vozes baixas ecoando nas paredes de pedra, vitrais jogando luz colorida nos meus sapatos. Não sou religioso, mas fiquei mais tempo parado do que esperava. Então, sim, Cambridge não é só bonita como em cartão-postal; ela realmente mexe com a gente.
O passeio dura cerca de 90 minutos.
A entrada está incluída apenas se você escolher essa opção ao reservar; caso contrário, não faz parte do tour padrão.
Os tours são conduzidos por estudantes atuais ou ex-alunos da Universidade de Cambridge.
O foco do tour é nas áreas externas e fachadas dos colégios; o acesso aos jardins pode ser possível quando estiverem abertos.
O percurso é acessível para cadeiras de rodas, mas algumas superfícies irregulares podem apresentar dificuldade; é preciso ter cuidado.
O ponto de encontro é em frente ao King’s College, na King's Parade; procure sua guia vestindo azul royal.
O idioma principal do tour é o inglês.
Sim, bebês e crianças pequenas podem participar com carrinhos de bebê.
Seu dia inclui uma caminhada de 90 minutos guiada por um estudante ou ex-aluno da Universidade de Cambridge, que compartilha histórias pessoais e tradições da universidade pelas ruas e fachadas dos colégios. Se reservado com antecedência, você terá acesso autoguiado à King’s College Chapel ao final do passeio — além de acesso eventual aos jardins dos colégios quando disponíveis.
Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?