Você vai caminhar pela própria casa de Rembrandt em Amsterdam, assistir a demonstrações ao vivo de gravura e pintura nos mesmos ambientes onde ele trabalhou e explorar novas salas do museu com um guia multimídia em português. Sinta a história sob seus pés, entre ateliês silenciosos e sótãos cheios de vida — é uma experiência que fica com você.
Sim, seu ingresso inclui a entrada para a Casa de Rembrandt em Amsterdam.
Sim, o ingresso inclui demonstrações diárias de gravura e pintura ao vivo.
Sim, todos os visitantes recebem gratuitamente um guia multimídia em 13 idiomas.
Sim, há um tour multimídia especial para famílias com crianças.
A Casa de Rembrandt fica na Jodenbreestraat e é fácil de acessar por transporte público.
Sim, a visita ao museu é tranquila e indicada para todos os níveis de condicionamento físico.
O museu ganhou cinco novos ambientes, incluindo a sala do epílogo, o sótão das gravuras e uma sala extra de exposições.
Sua visita inclui ingresso para a Casa de Rembrandt, acesso a cinco novos ambientes, demonstrações diárias de gravura e pintura ao vivo, além de um tour multimídia disponível em 13 idiomas — e uma versão especial para famílias com crianças, se precisar.
A primeira coisa que reparei ao entrar na Casa de Rembrandt foi como a luz batia no piso de madeira antigo — suave, quase dourada, mesmo numa manhã cinzenta em Amsterdam. É curioso, mas parece que dá pra sentir o cheiro dos séculos ali, uma mistura de tinta a óleo com papel envelhecido. Nosso guia entregou uns aparelhinhos de áudio (o meu quase caiu do bolso várias vezes) e avisou que a visita era no nosso ritmo. Ouvi um grupo conversando em holandês ali do lado; todo mundo parecia meio em silêncio, como se a gente tivesse acabado de entrar num set de filme.
Eu não esperava ficar no ateliê original do Rembrandt — está ali, sem corda ou barreira — vendo uma mulher misturar pigmento com gema de ovo pra fazer tinta. Ela brincou sobre a bagunça (“Rembrandt devia ter mancha de tinta pra todo lado!”), e alguém perguntou se ela já tinha tentado pintar também. Teve um momento em que só dava pra ouvir o pincel raspando na paleta, silêncio total por um instante. O guia multimídia contava histórias das dívidas dele e das pessoas que passaram por aquela casa — sinceramente, eu não fazia ideia de quanto ele perdeu antes de sair dali.
Lá em cima, no que eles chamam de sótão das gravuras (adorei esse nome), assistimos outra demonstração — o cheiro da tinta era forte, quase metálico. Uma criança tentou falar “etsen” e todo mundo riu, inclusive a Li, nossa guia (“Você mandou melhor que muito turista!”, ela disse). Fiquei pensando como os cômodos são pequenos comparados aos quadros dele; tudo é muito íntimo. Às vezes você até fala baixo sem perceber.
Até hoje lembro da vista de uma das janelas — telhados colados uns nos outros, bondes passando lá embaixo. Dá uma sensação estranha de estar dentro da história e, ao mesmo tempo, no meio da Amsterdam de hoje. A Casa de Rembrandt não é enorme, mas fica na cabeça; talvez seja só saber que ele viveu e trabalhou ali. Ou talvez seja aquele cheiro de óleo de linhaça que gruda na roupa quando você vai embora.
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