Comece o dia deixando Sevilha para trás rumo a Zahara de la Sierra, com suas casas brancas, prove um café forte antes de explorar as ruas-caverna de Setenil com vinho e petiscos locais. Em Ronda, atravesse sua famosa ponte e caminhe por parques onde a história está em cada canto. Ria com a guia e aproveite momentos de silêncio com vistas que vão ficar na sua memória muito depois de voltar para casa.
A primeira coisa que lembro é da Carmen, nossa guia, acenando para a gente na calçada em Sevilha — ela tinha um jeito de fazer parecer que a gente se conhecia há muito mais que cinco minutos. Entramos na van (ar-condicionado, graças a Deus) e ela distribuiu uns mapas com um sorriso no rosto. Rumo à Sierra de Grazalema, ela começou a apontar os olivais e aquele céu azul intenso que só aparece depois da chuva. Quando paramos para esticar as pernas, eu sentia um cheiro de ervas selvagens no ar — talvez alecrim? Ou algo que eu não conseguia identificar. Ainda era cedo, mas já fazia calor, e meus óculos de sol não paravam de escorregar no nariz.
Em Zahara de la Sierra, a Carmen nos guiou por ruas sinuosas — paredes caiadas brilhando sob o sol, velhinhos conversando nas portas. Ela contou sobre as árvores pinsapo nas colinas (eu nunca tinha ouvido falar), sobreviventes da última era do gelo, segundo ela. A vista do mirante me fez parar de falar por um instante, só o vento e os sinos ao longe. Tomamos café num café minúsculo; tentei pedir em espanhol e a filha do dono me corrigiu — ela riu e me ensinou a falar “café solo” do jeito certo. Até hoje penso naquele espresso.
Setenil de las Bodegas foi a próxima parada, e confesso que me surpreendeu — já tinha visto fotos, mas não esperava a sensação de andar bem embaixo daquelas pedras enormes que parecem penduradas sobre a rua. Não é só decoração; as pessoas realmente moram ali, com janelas encaixadas na pedra como portas secretas. Provamos um vinho local (seco, quase salgado) e a Carmen pediu uns pratos pequenos de chorizo e queijo. Teve um momento em que todo mundo ficou em silêncio, mastigando pão e observando a luz do sol se mover pelo teto rochoso acima de nós.
Ronda foi a última parada — maior do que eu imaginava, mas ainda assim meio tranquila no meio do dia. A Puente Nuevo é tão dramática quanto dizem, mas o que ficou na minha memória foi passear pelo parque Alameda del Tajo, enquanto a Carmen explicava como antigamente anunciavam as touradas com trompete — ela até fez uma imitação, que nos fez rir muito. Depois tivemos tempo livre; eu fui almoçar num bar onde os locais discutiam futebol e me serviram um porco grelhado com molho de xerez que não tem igual no Brasil. Voltamos para a van depois, cansados daquele cansaço bom que só dá depois de um dia inteiro explorando um lugar novo.
O passeio dura cerca de 9 horas, incluindo o tempo de deslocamento entre as paradas.
O tour passa por Zahara de la Sierra, Setenil de las Bodegas e Ronda.
Não há menção específica de busca no hotel; o transporte privado sai de um ponto de encontro em Sevilha.
Não há almoço incluso; há tempo livre para escolher onde comer em Ronda.
Você pode provar vinhos locais em Setenil de las Bodegas, mas isso pode não estar formalmente incluído — confirme com sua guia ao chegar.
Sim, todas as áreas e superfícies são acessíveis para cadeiras de rodas, e carrinhos de bebê são permitidos.
O passeio é feito em grupos pequenos para garantir atenção personalizada da guia.
Calçados confortáveis para caminhar, proteção solar, garrafa de água, câmera e dinheiro para petiscos ou almoço.
Seu dia inclui transporte privado com ar-condicionado por Zahara de la Sierra, Setenil de las Bodegas e Ronda — todas as áreas acessíveis para cadeirantes ou carrinhos, se necessário — e bastante tempo para explorar cada vila no seu ritmo antes de voltar para Sevilha à noite.
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