Seu coração vai acelerar enquanto você desce penhascos de rapel nas Montanhas de Mogán em Gran Canaria e depois engatinha por grutas que só os locais costumam explorar. Com todo equipamento fornecido e um guia de montanha ao seu lado, você vai terminar cansado, mas sorrindo — e ainda leva lanches e fotos para guardar essa lembrança.
Não precisa; guias profissionais acompanham você o tempo todo.
Use roupas confortáveis para atividade ao ar livre; todo equipamento técnico é fornecido.
Não inclui almoço completo, mas são oferecidos lanches durante a atividade.
A atividade dura várias horas; o tempo exato depende do ritmo do grupo e das condições.
Sim, o guia tira fotos durante o passeio e elas são entregues depois.
Não exige experiência, mas pede preparo físico moderado; não recomendado para crianças pequenas ou pessoas com certas condições de saúde.
O canyoning acontece na região das Montanhas de Mogán, em Gran Canaria.
Não recomendado para quem tem lesões na coluna, está grávida ou com problemas cardiovasculares.
Seu dia inclui todo equipamento técnico como arnês e capacete, acompanhamento de guias experientes durante o canyoning e a exploração de grutas nas Montanhas de Mogán em Gran Canaria, lanches para manter a energia, além de fotos gratuitas para você reviver esses momentos depois de tirar a lama do corpo.
A primeira coisa que percebi foi o arnês apertando um pouco na cintura — nada demais, só o suficiente para me lembrar que não era uma caminhada comum em Gran Canaria. Nosso guia, Pablo, sorriu enquanto distribuía capacetes e explicava que aqui canyoning era descer penhascos de verdade nas Montanhas de Mogán. O ar tinha um cheiro terroso, meio de pedra molhada e musgo depois da chuva (ele disse que as chuvas do inverno passado mudaram tudo). Eu ouvia água pingando em algum lugar, mesmo parecendo seco lá de cima.
Confesso que hesitei no primeiro rapel. Não é todo dia que você fica na beirada de um abismo com só uma corda entre você e o chão. Pablo fez uma piada sobre “deixar as pernas pensarem por você” — acho que as minhas só tremiam. Mas quando você se inclina pra trás e confia no arnês (e nele), é uma sensação estranhamente libertadora. A pedra estava fria nas minhas mãos e tinha umas samambaias pequenas crescendo nas frestas. Encontramos outro grupo de locais numa aventura parecida — eles acenaram e gritaram algo em espanhol canário que eu não entendi. O sol aparecia e sumia entre as nuvens, às vezes parecia que estávamos dentro de uma caverna antes mesmo de chegar na real.
A exploração das grutas foi… mais escura do que eu esperava. Você precisa se abaixar e se guiar pelas paredes ásperas. Em um momento, Pablo iluminou com a lanterna alguns grafites antigos — nomes riscados de anos atrás — e contou que poucas pessoas passam por essa parte de Gran Canaria. Teve um instante em que tudo ficou em silêncio, só o som da nossa respiração e aquele pingar lento ecoando nas pedras. Ainda lembro desse silêncio quando o barulho toma conta lá em casa.
Terminamos sujos de lama, mas rindo, dividindo lanches (barras locais com castanhas) enquanto Pablo mostrava as fotos que tirou durante o passeio — minha cara no meio do rapel agora está eternizada, pelo visto. Se você quer um passeio de um dia fazendo canyoning no estilo Gran Canaria — com guias de verdade, todo equipamento incluído e lanches — é difícil imaginar jeito melhor de conhecer essas montanhas de perto. Só não espere sair limpo.
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