Comece cedo em San Salvador para uma trilha guiada no vulcão Santa Ana, passando pela floresta de nuvens até a lagoa selvagem da cratera. Depois, relaxe com um almoço no Lago Coatepeque — e aproveite para nadar se quiser — antes de voltar com histórias novas (e talvez sapatos sujos).
A primeira coisa que percebi foi o cheiro — meio terroso, forte, quase como chuva caindo em pedras quentes. Saímos de San Salvador antes do sol nascer, ainda meio sonolentos na van, mas nosso guia (Luis? Ele brincava que podíamos chamá-lo de “homem do vulcão”) já falava dos três vulcões que aparecem na estrada para o oeste: Santa Ana, Cerro Verde, Izalco. A estrada sobe e sobe. Em um momento percebi que meu celular não tinha sinal e, pra ser sincero, foi até bom só ficar olhando a névoa sumir das encostas. Tinha umas pessoas mais velhas no grupo também — pensei comigo, se elas conseguem fazer essa trilha, eu também consigo.
A trilha no vulcão Santa Ana é... bem, não é fácil, mas também não é impossível. Cerca de duas horas subindo se você não parar muito (mas a gente parava bastante — o Luis ficava apontando pássaros que eu nunca teria notado sozinho). O trecho final é todo de cascalho solto e vento; não tem sombra perto do topo porque ele entrou em erupção em 2005 e nada cresceu por lá desde então. Quando finalmente chegamos na borda da cratera, todo mundo ficou em silêncio por um instante. Aquela lagoa turquesa lá dentro — parecia coisa de outro mundo. O ar tinha um leve cheiro de enxofre, mas era principalmente frio e puro. Alguém tentou tirar uma selfie em grupo e quase perdeu o chapéu pro vento.
Depois descemos para o Lago Coatepeque para almoçar. Já estava mais quente — dava pra ouvir música dos restaurantes à beira do lago misturada com o canto dos pássaros e o barulho de crianças brincando por perto. O almoço era simples, mas gostoso (ainda não sei que molho verde era aquele), e alguns de nós até entraram na água para nadar, mesmo eu tendo esquecido a toalha. Ninguém ligou. No caminho de volta, queimado de sol e cansado, não parava de pensar naquela cor estranha dentro da cratera do vulcão — algo que nunca tinha visto antes.
A subida leva cerca de 2 horas, e a descida mais 2 horas.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel em San Salvador está incluso.
Sim, há tempo para nadar no Lago Coatepeque depois do almoço.
Sim, o almoço no Lago Coatepeque está incluído.
Leve calçados confortáveis, roupas leves, protetor solar, um casaco ou blusa, e roupa de banho.
A trilha tem dificuldade moderada, mas pessoas de todas as idades participam; é recomendado ter condicionamento físico moderado.
A viagem dura cerca de 1h30 em cada direção a partir de San Salvador.
Sim, um guia local profissional acompanha todo o passeio.
O dia inclui transporte de ida e volta do hotel na região metropolitana de San Salvador, todos os impostos e taxas de entrada pagos pelo guia local, apoio para grupos pequenos durante a trilha e almoço no Lago Coatepeque antes do retorno.
Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?