Você vai navegar entre Luxor e Aswan num cruzeiro pelo Nilo com tudo incluso e guia egiptólogo — caminhando pelos salões de Karnak ao nascer do sol, explorando tumbas no Vale dos Reis, provando pão fresquinho no convés e ouvindo histórias sob colunas milenares. Cada dia traz novos templos e surpresas — risadas ou silêncio — deixando você com mais perguntas do que respostas (do jeito que deve ser).
O cruzeiro dura 5 dias e 4 noites, de Luxor a Aswan.
Sim, todas as entradas para os templos e locais listados estão inclusas no passeio.
Você terá todas as refeições inclusas a bordo durante toda a viagem.
Sim, buscamos você no hotel, estação de trem ou aeroporto em Luxor.
O guia é um egiptólogo que fala inglês (e geralmente outros idiomas).
Sim, bebês são bem-vindos; carrinhos são permitidos e assentos para bebês podem ser providenciados.
Sim, há uma excursão opcional para Abu Simbel ou a Vila Núbia após desembarcar em Aswan.
Todos os transfers são feitos em veículos privados com ar-condicionado para seu conforto.
Seu roteiro inclui busca no hotel ou ponto de chegada em Luxor, todas as entradas para templos como Karnak, Vale dos Reis, Kom Ombo e Templo de Philae, além de água mineral durante os passeios. Você ficará quatro noites a bordo de um cruzeiro 5 estrelas no Nilo com todas as refeições inclusas — e terá excursões guiadas todos os dias com um egiptólogo que compartilha a história local durante o trajeto.
Já estávamos suando um pouco quando encontramos o Hassan do lado de fora do Templo de Karnak, em Luxor — ele sorriu e nos ofereceu água gelada antes de começar a contar histórias sobre Amon e antigos tratados de paz. As colunas pareciam até fresquinhas ao toque, mesmo sob o sol. Tentei seguir alguns dos desenhos com o dedo (provavelmente não era permitido, mas não resisti). Quando chegamos ao Templo de Luxor, a luz já mudava — tudo dourado e meio surreal. Hassan mostrou onde o obelisco de Ramsés II tinha um irmão gêmeo (o outro está em Paris agora). É estranho sentir-se tão pequeno e, ao mesmo tempo, tão conectado.
Na manhã seguinte, durante o cruzeiro no Nilo, acordei cedo só para aproveitar aquele silêncio — só o som suave da água batendo no casco e vozes distantes vindo da margem. O café da manhã era pão ainda quentinho, saindo da cozinha. Nosso guia nos levou pelo Vale dos Reis; dentro da tumba de Tutancâmon, o cheiro era uma mistura de pó e doçura. No templo de Hatshepsut, um garoto local tentou me vender cartões-postais — comprei um, principalmente pelo sorriso insistente dele. Os Colossos de Memnon pareciam até entediados nos observando passar. Seguimos viagem rumo a Edfu, com a barriga cheia do almoço (ainda penso naquele molho de tahine).
O Templo de Edfu estava mais tranquilo do que eu esperava — talvez porque chegamos antes da maioria dos grupos. Pássaros faziam ninhos lá no alto das pedras. Kom Ombo veio depois, com a luz da tarde iluminando só metade do templo; nosso guia explicou a ligação de Sobek com os crocodilos enquanto alguém perto brincava que tinha perdido o sapato para “o deus da fertilidade”. À noite, no convés, um silêncio estranho tomou conta de todos enquanto observávamos as palmeiras deslizando sob as estrelas.
Em Aswan, já não sabia mais quantos templos ou histórias havíamos conhecido. A Barragem Alta é enorme, mas de alguma forma menos impressionante que o Templo de Philae — que fica numa ilha, parecendo coisa de lenda. Tocar o granito no local do Obelisco Inacabado fez eu perceber o quanto de trabalho havia em cada detalhe dali. Tem uma excursão opcional para Abu Simbel nesse ponto; nós preferimos pular e tomar café com moradores locais (sem arrependimentos). Até hoje, pedaços de lama do Nilo ainda grudam nas minhas sandálias.
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