Você vai caminhar numa trilha iluminada pela lua perto da Playa Minas com um guia local, procurando pegadas frescas na areia antes de observar tartarugas marinhas fazendo seus ninhos bem perto de você. Sinta o silêncio da noite enquanto presencia esse ritual ancestral e volte para Tamarindo com essa lembrança guardada no coração—mais tranquilo do que você imagina, mas muito mais intenso.
Já estávamos sacolejando numa estrada de terra saindo de Tamarindo quando percebi como o céu estava escuro—sem luzes da cidade, só o brilho fraco do celular do nosso guia. Ele se apresentou como Carlos, que cresceu ali perto. A van pulava em buracos por uns bons minutos (uns 40, segundo ele), até que todos saímos naquele ar fresco e silencioso, com cheiro de sal e algo verde, talvez mangue? Mexi na mochila tentando não deixar a garrafa cair enquanto começávamos a andar por uma trilha de areia. Carlos me passou uma lanterna, mas pediu baixinho para usar pouco—“pelas tartarugas,” sorriu.
A caminhada foi rápida—uns dez minutos—mas meus sapatos encheram de areia quase na hora. Alguém atrás de mim tropeçou e deu uma risadinha baixinha, o que deixou todo mundo mais à vontade. Quando chegamos à praia, era só uma imensidão de areia clara e o som das ondas batendo na escuridão. Nenhuma outra pessoa por perto. Carlos se agachou para mostrar as primeiras marcas das tartarugas—um caminho em ziguezague vindo do mar—e de repente senti um frio na barriga, como se estivéssemos invadindo a casa de alguém sem ser convidados.
Esperamos em silêncio enquanto uma grande tartaruga oliva subia além da linha da maré alta. Carlos sinalizou para sentarmos atrás dela (“nunca na frente,” explicou) e contou baixinho como elas escolhem esse lugar porque é tranquilo—sem carros, sem luzes. O ar estava pesado e parado, só o som das nadadeiras arranhando a areia. Eu sentia cheiro de terra molhada a cada vez que ela cavava mais fundo. Confesso que não esperava me emocionar tanto vendo aquilo—tem algo muito antigo naquele ritual. Vimos outra tartaruga mais adiante, mas ficamos parados; Carlos disse que quanto menos mexer, melhor para elas.
Depois de mais ou menos uma hora (perdi a noção do tempo), voltamos para a van com as lanternas apagadas. No caminho de volta para Tamarindo, ninguém falou muito—acho que cada um estava absorvendo a experiência. Eu não parava de imaginar aquele passo lento e determinado rumo ao mar. Fica na memória mais do que eu imaginava.
A praia fica a cerca de 25 km, ou aproximadamente 40 minutos de carro de Tamarindo.
Sim, o serviço de busca e retorno no seu local em Tamarindo está incluso.
Você passará cerca de uma hora na praia observando as tartarugas.
É possível ver tartarugas-verdes, tartarugas-pretas, tartarugas-oliva e, com sorte, algumas cabeçudas.
Sim, é acessível para todos os níveis, pois a caminhada é curta.
Sim, água engarrafada e lanches estão incluídos.
Não, as lanternas são fornecidas pelo guia para o passeio.
O passeio precisa de pelo menos duas reservas para ser realizado.
Seu passeio inclui transporte de Tamarindo, água engarrafada e lanches para o caminho, além do uso de lanterna durante a caminhada guiada para observar as tartarugas fazendo seus ninhos antes de voltar após cerca de uma hora na praia isolada.
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