Você vai se aventurar fundo na Sierra Nevada da Colômbia nessa trilha para Ciudad Perdida — cruzando rios, comendo com moradores locais, dormindo em redes com mosquiteiros e ouvindo histórias de guias indígenas. Prepare-se para botas enlameadas, manhãs cedo e um sentimento de reverência ao estar entre pedras milenares no alto da selva.
Não esperava que a primeira hora fosse tão barulhenta — pássaros, insetos, até nossas botas rangendo na lama vermelha perto de Mamey. Nosso guia, José, só sorriu quando perguntei se aqui chegava a ficar silencioso. Ele apontou para uma árvore onde macacos bugios às vezes descansam (não vimos nenhum, mas juro que ouvi algo). Na hora do almoço, a camisa já estava encharcada de suor e eu já tinha esquecido o que era “conforto”. A comida na vila era simples — arroz, feijão, banana-da-terra — mas parecia um banquete depois da subida inicial.
No dia seguinte, passamos por Mutanzi. As crianças nos observavam com olhos arregalados e sorrisos tímidos; uma delas até balançou um galho na minha bota, como se quisesse trocar. José conversou com um ancião na língua deles — depois nos contou que visitantes geralmente não ficam muito tempo, mas éramos bem-vindos para passar. Tem algo em caminhar horas sob folhas molhadas que faz a gente começar a falar sobre coisas que nunca diz em casa. Ou talvez fosse só eu tagarelando enquanto os outros tentavam não escorregar nas pedras.
Os degraus para Ciudad Perdida são íngremes e irregulares — perdi a conta perto dos 900. No topo, a névoa baixava sobre pedras cobertas de musgo e terraços. O cheiro era verde (se é que isso faz sentido) — terra molhada e um doce vindo das flores da selva. Ficamos em silêncio por um tempo; ninguém queria quebrar aquele momento. Nosso tradutor explicou um pouco da história, mas, sinceramente, eu só conseguia olhar a vista e pensar em como tudo ali é muito mais antigo do que qualquer coisa que eu conheça.
O último dia pareceu mais longo do que no papel — descer é mais difícil do que parece quando os joelhos já estão cansados e as meias sempre úmidas. Mas já estávamos rindo de quem roncava mais nas redes (com certeza fui eu). A volta para Santa Marta foi cheia de solavancos; eu ficava revivendo aqueles momentos de silêncio na Ciudad Perdida sempre que a conversa sumia pela janela.
A trilha para Ciudad Perdida dura 4 dias ida e volta a partir de Santa Marta.
Sim, a hospedagem é em redes ou camas com mosquiteiros nos acampamentos durante o percurso.
Sim, todas as refeições estão inclusas durante os 4 dias conforme o roteiro.
Sim, é obrigatório e incluso neste tour o acompanhamento de guia local qualificado.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel em Santa Marta está incluído se selecionado na reserva.
É recomendado ter preparo físico moderado a avançado; a trilha é considerada de nível alto.
Crianças podem participar acompanhadas por adultos; não é recomendado para gestantes.
Sim, o valor inclui contribuições para comunidades indígenas e campesinas ao longo do caminho.
Seu pacote inclui transporte de ida e volta do hotel em Santa Marta (se selecionado), todas as refeições listadas no roteiro, noites em redes ou camas com mosquiteiros em acampamentos rústicos, acompanhamento de guias locais experientes e tradutor em inglês, seguro médico durante a trilha, entradas para a zona arqueológica de Ciudad Perdida e contribuições para comunidades indígenas e rurais da região.
Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?