Você vai sentir o coração de Santiago batendo forte — caminhando por praças históricas, provando frutos do mar fresquinhos no Mercado Central e subindo o Cerro San Cristóbal para ver a cidade de cima. Com um guia particular que conta histórias e até gírias locais, você vai se sentir em casa e desafiado ao mesmo tempo. Não é um passeio perfeito, mas é justamente isso que fica na memória.
O tour dura cerca de 5 horas no total.
Sim, o traslado de ida e volta ao hotel está incluído.
Não há almoço incluso, mas há paradas em mercados onde você pode comprar petiscos ou refeições.
Sim, os ingressos para o teleférico estão incluídos, se estiver funcionando no dia do seu passeio.
Sim, mas é preciso avisar o operador com pelo menos 48 horas de antecedência para os ajustes necessários.
Você vai conhecer o centro de Santiago, Lastarria, Bellavista, Vitacura e outros.
Se quiser, podemos enviar fotos digitais por e-mail ou WhatsApp depois do tour.
A caminhada varia entre 1 e 3 quilômetros, dependendo do seu ritmo e interesse.
Seu meio dia inclui traslado privativo de ida e volta ao hotel, todas as entradas como o teleférico do Cerro San Cristóbal (se disponível), um guia bilíngue em inglês e espanhol que vai te acompanhar pelos mercados e museus (com alternativas caso algum esteja fechado), além de fotos digitais opcionais enviadas depois, se desejar.
Eu não fazia ideia do que esperar quando nossa guia, Camila, nos encontrou na porta do hotel em Santiago. Ela tinha um jeito simples e natural — apontava detalhes pelo caminho até o Palácio La Moneda, como as pessoas que sempre param nas fontes da Praça da Constituição (ela disse que é uma superstição local para dar sorte). A praça parecia carregada de história; Camila não poupou detalhes sobre o passado do Chile, o que eu achei muito honesto. Teve um momento de silêncio em que ela nos deixou apenas observar os trabalhadores atravessando a praça — a vida seguindo seu curso, sabe?
Andar pela Avenida Ahumada foi como entrar no ritmo pulsante da cidade. Os vendedores ambulantes gritando uns sobre os outros, o cheiro de amendoim torrado misturado com fumaça e perfume. Entramos na Plaza de Armas, onde um grupo de crianças jogava bola em frente à Catedral Metropolitana. Tentei tirar uma foto, mas acabei só curtindo o momento mesmo. Camila nos mostrou algumas artes de rua Mapuche e contou sobre a luta desse povo — a voz dela ficou mais baixa nessa parte.
O Mercado Central de Santiago era uma bagunça deliciosa: pilhas de frutos do mar brilhando no gelo, alguém gritando “reineta fresca!” a cada cinco segundos, velhinhos discutindo nas mesas de almoço. Experimentei um pedaço de ouriço-do-mar cru (não é muito meu estilo) e, sinceramente… ainda não sei o que achei. Depois, atravessamos o rio Mapocho até o mercado Tirso de Molina — as barracas de frutas eram um show de cores e um cheiro quase doce demais.
Passamos pelos bairros Lastarria e Bellavista, rodeados por murais tão vibrantes que quase doíam nos olhos de tanto olhar. Camila insistiu para darmos uma espiada no Museu de Belas Artes — mesmo que só por fora, já que era segunda-feira — e depois pegamos o teleférico para subir o Cerro San Cristóbal. A cidade se estendia sob um céu surpreendentemente limpo (algo raro por ali), e dava para ver até a Cordilheira dos Andes. Lá em cima, um silêncio só quebrado pelo vento e latidos distantes — até hoje lembro daquela vista quando o barulho lá de casa fica demais.
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