Você vai pedalar de San Pedro de Atacama até o Vale Catarpe, parando no Pukará de Quitor para apreciar a vista antes de descer o cânion Garganta del Diablo com um guia local. Prepare-se para sorrisos empoeirados, o silêncio surpreendente do deserto e um ritmo flexível que te deixa aproveitar cada instante — seja para aventura ou para sentir algo novo sob suas rodas.
Sim, bicicletas e equipamentos de segurança estão inclusos na reserva.
O ritmo é flexível e adequado para todos os níveis de preparo físico; você escolhe o quanto quer se aventurar ou relaxar.
O passeio começa e termina no centro de San Pedro de Atacama.
Sim, os passeios são conduzidos por guias locais que conhecem bem a história e a paisagem da região.
Não, não está incluído; leve seus próprios lanches ou água para as paradas.
Não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou cardiovasculares.
Sim, animais de serviço são permitidos conforme as regras do passeio.
Você passará pelo Vale Catarpe, verá o Pukará de Quitor de longe, visitará a Capela San Isidro e descerá o Garganta del Diablo.
Seu dia inclui aluguel de bicicleta e todo equipamento de segurança necessário; você encontra seu guia no centro de San Pedro de Atacama antes de seguir direto para o Vale Catarpe — sem transporte extra, a não ser as duas rodas movidas pelas suas pernas.
Vou ser sincero, quase desisti quando vi as bikes alinhadas no centro de San Pedro de Atacama. Não sou exatamente o tipo para Tour de France. Mas nosso guia, Matías, só sorriu e me entregou um capacete — “Fica tranquilo, vamos no seu ritmo.” Essa frase ficou comigo. Saímos da cidade e, de repente, era só a gente e um silêncio estranho — só o barulho dos pneus na areia e o vento que teimava em entrar por debaixo da jaqueta.
A primeira parada de verdade foi no Vale Catarpe. As cores ali são difíceis de descrever — como todos os tons de marrom que você já viu, com uns flashes de verde onde o rio serpenteia. Matías apontou para o Pukará de Quitor ao longe (tentei falar certo; ele riu, mas não corrigiu). Tinha também uma capela antiga, San Isidro, solitária, como se estivesse esperando alguém lembrar dela. Paramos para respirar e dividimos um pouco de água que tinha um gosto meio metálico na minha garrafa. Nada chique, mas caiu bem.
Depois veio o Garganta del Diablo — o Garganta do Diabo. Já tinha ouvido falar, mas não esperava sentir aquelas paredes do cânion tão apertadas enquanto descíamos. A luz refletia em ângulos estranhos, fazendo as sombras pularem ao nosso redor. Minhas mãos estavam doloridas de tanto segurar o freio, mas, sinceramente? Foi divertido de um jeito que me fez esquecer o cansaço nas pernas. Alguém na frente gritou e o eco voltou para a gente — meio assustador, meio emocionante.
Voltamos para o ponto de partida, mais empoeirados e ainda rindo de como quase caí num trecho de areia (ninguém viu... talvez só o Matías). Às vezes me pego pensando naquele vale — especialmente nos momentos de silêncio — e me pergunto se vou ver cores assim de novo.

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