Você sai antes do nascer do sol de San Pedro de Atacama para ver os gêiseres fumegantes de El Tatio no auge, depois aproveita um café da manhã à beira do rio no Geyser Blanco. Com um guia local cuidando de tudo (inclusive das suas restrições alimentares), ainda visita a vila de Machuca para provar empanadas e observar a vida selvagem nos riachos da montanha. Frio, surreal, lindo — algo para sentir mais do que só ver.
Leva cerca de uma hora e meia de carro para chegar aos Gêiseres de El Tatio saindo de San Pedro de Atacama.
Sim, o café da manhã está incluído no Geyser Blanco durante o passeio.
Sim, há opções vegetarianas, veganas e para celíacos, desde que avisem com antecedência.
Você pode ver vicunhas perto de El Tatio e flamingos na passagem de Putana ou Vado de Machuca.
Sim, o tour inclui o traslado do seu hotel em San Pedro de Atacama.
Não, crianças menores de 5 anos não são permitidas devido à altitude e condições do passeio.
Sim, as taxas de entrada no parque estão incluídas na sua reserva.
Sim, há uma parada na vila de Machuca onde você pode experimentar empanadas locais (não incluídas).
Seu dia inclui traslado do hotel em San Pedro de Atacama, taxas de entrada para os Gêiseres de El Tatio e Geyser Blanco, além de um café da manhã à beira do rio com opções vegetarianas, veganas e para celíacos, tudo preparado por moradores locais, antes de voltar passando por vilarejos do altiplano.
Já estávamos tremendo um pouco quando entramos na van em San Pedro — ainda estava escuro, e, sinceramente, me perguntei se tinha feito a escolha certa ao acordar tão cedo. Mas, enquanto seguimos para os Gêiseres de El Tatio, o mundo foi ganhando luz aos poucos: primeiro uns tons rosados nos vulcões, depois aquele vento seco do Atacama entrando pela fresta da janela. Nosso guia, Carlos, distribuiu chá de coca (tem gosto meio de capim, mas ajuda na altitude) e apontou onde às vezes as vicunhas cruzam a estrada. A viagem dura cerca de uma hora e meia — tempo suficiente para cochilar e acordar com a testa grudada no vidro. Nada glamouroso, mas verdadeiro.
Não esperava o barulho que El Tatio faz — assobios, borbulhas, jatos de vapor que chegam a mais de dez metros. O ar congelante (bem abaixo de zero) fazia a respiração virar pequenas nuvens, e às vezes era difícil saber o que era vapor dos gêiseres ou do nosso próprio fôlego. Carlos explicou que essa é uma das maiores áreas geotermais do mundo, mas eu estava mais ocupado observando o sol iluminando o vapor do que prestando atenção. Meus dedos ficaram dormentes tentando tirar fotos; acho que desisti e fiquei só ali, parado, admirando.
Depois de nos fartarmos (e perder a sensibilidade nos dedos dos pés), seguimos para o Geyser Blanco. O lugar é mais tranquilo — um rio com pequenos gêiseres internos surgindo nas margens. A equipe preparou o café da manhã bem na beira da água: pão quentinho, direto da cozinha da cidade, abacate, frutas e até opções veganas para minha amiga que não come glúten. O vapor pairava sobre nós enquanto comíamos; lembro de pensar que parecia estar almoçando dentro de uma nuvem. Alguém tentou dizer “gêiser” em espanhol e foi corrigido por um dos cozinheiros — todo mundo riu.
A última parte do passeio passou pela passagem de Putana e pela vila de Machuca — um lugar minúsculo, com umas doze casas, talvez? Vimos flamingos fuçando a água rasa e paramos para comer empanadas de queijo de cabra (não incluídas). A mulher que vendia sorriu quando tentei perguntar sobre carne de lhama; ela respondeu numa mistura suave de espanhol com aimará. Nessa hora eu já estava com o nariz queimado de sol e com sono de novo por causa do ar rarefeito. Ainda não consigo esquecer aquela imagem do vapor subindo da terra e das pessoas ao mesmo tempo — estranho, mas reconfortante.

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