Viva a sensação de ser pequeno e vivo entre os gêiseres fumegantes de El Tatio ao amanhecer. Aqueça-se com um café da manhã nos Andes, observe vicunhas e flamingos no Altiplano e conheça a vila remota de Machuca — tudo com traslado em San Pedro de Atacama e um guia local descontraído.
Confesso que quase desisti quando o despertador tocou às 4 da manhã em San Pedro de Atacama. Mas, de alguma forma, a ideia de ver os gêiseres El Tatio antes do sol nascer parecia uma aventura única que eu não podia perder. Nossa guia, Carla, nos recebeu com olhos sonolentos, mas um sorriso largo — entregou chá de coca (tem um gosto meio herbáceo, mas ajuda na altitude) enquanto nos acomodávamos na van. A estrada estava escura e cheia de buracos; do lado de fora, só dava para ver algumas estrelas que pareciam tão próximas que dava vontade de pegar.
Quando finalmente chegamos em El Tatio, o frio foi um choque — muito mais intenso do que eu esperava. O ar saía da minha boca em pequenas nuvens e meus dedos ficaram dormentes mesmo com as luvas. Mas logo o vapor começou a subir por todos os lados, formando colunas grossas que brilhavam douradas na primeira luz do dia. Carla explicou que “Tatio” significa “o avô que chora” — e fazia sentido ver aquele vapor saindo da terra como se fosse um suspiro. Alguém tentou tirar uma selfie e o celular embaçou na hora — todo mundo riu. O café da manhã era simples, mas quente: pãezinhos, queijo, café forte com um leve gosto metálico (ou será que só eu percebi?), mas que aqueceu minhas mãos e me fez esquecer do frio.
Na volta, o clima ficou mais tranquilo — talvez todo mundo estivesse cansado ou meio zonzo por causa da altitude (estávamos a mais de 4.300 metros). Fizemos uma parada no Vado Putana e vimos vicunhas andando devagar pela grama coberta de geada; pareciam donos do lugar. Também avistamos flamingos — aquele rosa vibrante contrastando com o céu azul claro e o sal ao redor. Carla apontou para cactos gigantes agarrados às pedras e falou sobre as llaretas (pareciam almofadas verdes). Ela acenou para um pastor que passava; ele respondeu com um aceno silencioso — deve estar acostumado com turistas admirando suas lhamas.
Paramos num mirante acima da vila Machuca — um punhado de casas com fumaça saindo das chaminés pequenas — e fiquei imaginando como seria viver num lugar tão silencioso que dá para ouvir o próprio coração bater. Não sei se conseguiria morar lá para sempre, mas naquela manhã senti uma paz que até hoje me vem à mente.
O tour começa antes do nascer do sol, com traslado por volta das 4 da manhã nos hotéis de San Pedro de Atacama.
Sim, um café quente é servido perto dos gêiseres El Tatio após a chegada.
O campo de gêiseres fica a cerca de 4.320 metros acima do nível do mar.
Sim, há uma parada no Vado Putana para observar vicunhas, flamingos, lhamas e outras espécies nativas.
Sim, o traslado está incluso para quem se hospeda em San Pedro de Atacama.
Este passeio não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas cardíacos ou na coluna.
Sim, você verá a vila Machuca de um mirante e visitará a Laguna Salada próxima.
As temperaturas podem chegar a -10°C a -15°C antes do sol nascer — vista roupas bem quentes.
Seu dia inclui traslado em San Pedro de Atacama antes do amanhecer, transporte compartilhado com um guia bilíngue (inglês/espanhol) que conhece cada solavanco da estrada até os gêiseres El Tatio (e ainda brinca sobre eles), além de um café da manhã quente servido ali mesmo entre as fumarolas. Você também fará uma parada no Vado Putana para observar a vida selvagem e uma pausa no mirante acima da vila Machuca antes de voltar para a cidade no fim da manhã.
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