Você vai cruzar estradas selvagens saindo de Almaty até as florestas de pinheiros do lago Kaindy, saborear lagman quentinho à beira do lago Kolsai e explorar as torres vermelhas do Canyon Charyn — tudo com um guia local que conhece cada atalho. Prepare-se para conversas reais, momentos inesperados de silêncio e bastante tempo para admirar a paisagem.
Já estávamos sacolejando pela estrada saindo de Almaty quando finalmente acordei de verdade — meu ventilador de pescoço funcionando (jamais imaginei que fosse gostar tanto de um gadget). Nosso guia, Ayan, tinha um jeito de mostrar detalhes que a gente nem percebe: um pastor solitário acenando do meio da grama, o azul das montanhas no nascer do sol. A viagem até o lago Kaindy parecia longa, mas de um jeito bom — como se o Cazaquistão fosse se revelando devagar. Quando chegamos, o ar estava fresco e com um cheiro quase de pinho. Lembro de descer até a água e ver aqueles troncos fantasmagóricos saindo retos do lago. O silêncio era maior do que eu esperava. Ayan contou como o lago surgiu depois de um terremoto e depois só nos deixou ali, quietos, por um tempo.
Almoçamos em um café simples perto do lago Kolsai — nada chique, mas, sinceramente? O macarrão lagman caiu muito bem depois da manhã ao ar livre. Sentamos com alguns locais que também faziam uma pausa; eles me ensinaram a comer manti do jeito certo (e eu consegui sujar a camisa com o molho). De lá, pegamos umas antigas vans UAZ que faziam um barulho danado, mas de algum jeito só deixavam a viagem mais divertida. A estrada passando pela vila de Saty foi cheia de solavancos, risadas e confusão — especialmente quando alguém tentou pedir informação em cazaque e ficou todo enrolado. No lago Kolsai, molhei a mão na água (gelada!) e vi cavalos pastando do outro lado, enquanto as nuvens deslizavam pelas colinas. Era uma sensação estranha de estar num lugar enorme e ao mesmo tempo tão calmo.
O Canyon Charyn foi o último, já com a tarde dourando tudo. É difícil explicar o quão vermelho tudo fica — as pedras parecem brilhar contra o céu. Caminhamos pelo Vale dos Castelos enquanto Ayan apontava formas nas falésias (“aquela ali parece um camelo”, disse ele; talvez se você apertar os olhos). Meus sapatos ficaram enlameados, mas nos deram capas impermeáveis, então não foi problema. O vento levantava poeira e você podia ouvir o assobio entre as pedras — parecia que estávamos andando por algo antigo. Todo mundo já estava cansado, mas ninguém queria ir embora; acho que ficamos ali mais tempo do que o planejado porque era bom não ter pressa.
O tour cobre os três locais em um único dia com transporte privado; espere sair cedo e voltar no fim da tarde.
O almoço é servido em um café perto do lago Kolsai; pratos locais são oferecidos, mas não estão inclusos no preço.
Sim, as taxas de entrada para o Canyon Charyn, lago Kaindy e lago Kolsai já estão incluídas na sua reserva.
Um carro particular com ar-condicionado é usado saindo de Almaty; vans UAZ cobrem trechos mais difíceis perto da vila de Saty.
Sim, o passeio inclui busca; confirme seu local de hospedagem no momento da reserva.
Leve dinheiro em espécie (5.000–10.000 tenge), calçados confortáveis (capas impermeáveis são fornecidas se estiver enlameado) e roupas em camadas para mudanças de clima.
Sim, passeios a cavalo são oferecidos perto do lago Kaindy com guias experientes, mediante custo extra.
Seu guia será experiente e falará inglês fluentemente.
Seu dia inclui busca em Almaty em carro particular com carregador USB em cada assento, entradas para o Canyon Charyn e os dois lagos, guia local profissional durante todo o passeio — até nos deslocamentos — e capas impermeáveis para os sapatos caso o caminho esteja molhado ou enlameado. Você vai trocar para as clássicas vans UAZ em parte do trajeto perto da vila de Saty, rumo ao lago Kaindy. O almoço é servido em um café à beira do lago Kolsai, onde você pode experimentar pilaf ou lagman antes de seguir para novas paisagens a cada saída da van.
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