Você vai viajar de lancha rápida de Phnom Penh até Ho Chi Minh com um guia local, cruzando fronteiras e passando por vilarejos escondidos em canais. Prepare-se para mercados animados, santuários de aves tranquilos e contato com pessoas reais — além de hospedagem e refeições inclusas. Nem sempre é previsível, mas é justamente isso que torna a experiência inesquecível.
Este tour privado leva você de lancha rápida de Phnom Penh, cruzando a fronteira Camboja-Vietnã até Chau Doc, e segue pelo Delta do Mekong até Ho Chi Minh.
Sim, estão inclusas duas noites de hospedagem: uma em Chau Doc (opções 3 ou 4 estrelas) e outra em Can Tho (3 ou 4 estrelas).
Você visita mercados locais, pagodes da Montanha Sam, o Santuário de Aves Tra Su, fazendas flutuantes de bagre, o mercado flutuante de Cai Rang e o Pagode Vinh Tràng.
As refeições seguem o roteiro: café da manhã todos os dias e alguns almoços, conforme sua reserva.
Sim, é necessário obter o visto vietnamita antes do tour, pois não há serviço de visto na chegada nesta fronteira.
Seu passeio inclui recepção no píer de Phnom Penh, guia local privado durante todo o trajeto, transporte de lancha rápida e van com ar-condicionado entre cidades e atrações, duas noites de hotel com café da manhã (e alguns almoços), entradas para pagodes e reservas naturais como o Santuário de Aves Tra Su, além de muitas oportunidades para provar comidas frescas direto dos mercados flutuantes, finalizando em Ho Chi Minh.
Mãos firmes no corrimão do barco, observei as cores de Phnom Penh se misturando ao rio enquanto nos afastávamos — confesso que estava um pouco nervoso com a travessia para o Vietnã pelo rio. Nosso guia, Minh, ofereceu um chá gelado doce e sorriu ao ver minha tentativa desajeitada de dizer “xin chào” aos outros passageiros. A parada na fronteira foi rápida, mas carregada de significado; lembro do cheiro de terra molhada e óleo de motor enquanto esperávamos os passaportes. Já em Chau Doc, Minh apontou a Montanha Sam surgindo na névoa. Passeamos por um pagode silencioso onde o incenso pairava no ar e um monge acenou para nós — tentei não ficar hipnotizado pelo brilho da túnica cor de açafrão sob a luz da tarde.
Na manhã seguinte, começamos com uma caminhada pelo mercado à beira do rio em Chau Doc. Tudo era barulho e cor — mulheres anunciando preços sobre pilhas de mangostão, crianças correndo entre cestos de peixe. Minh nos apresentou a uma mulher cham que tecia seda (as mãos dela se moviam num ritmo impressionante) e contou como a história do povo dela ali tem raízes de séculos. No Santuário de Aves Tra Su, houve um momento de silêncio absoluto, só quebrado pelo som dos remos tocando a água verde e o canto dos pássaros no alto — até hoje lembro daquela paz. O ar trazia um leve cheiro de árvores de cajeput, que ficou na minha pele.
Acordamos cedo para visitar o mercado flutuante de Cai Rang, que é parada obrigatória para qualquer tour pelo Delta do Mekong. Barcos por todos os lados — uns vendendo abacaxis, outros só café ou macarrão — e pessoas gritando cumprimentos pela água como se fosse o mais natural do mundo. Minh comprou para nós bolinhos de arroz quentes de um vendedor que riu quando quase deixei o meu cair no rio (escorregadio demais). No caminho para Ho Chi Minh, paramos no Pagode Vinh Tràng; seus dragões em mosaico quase cansaram meus olhos, mas foram o toque perfeito depois de dias navegando.
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