Comece em Launceston, passe por Sheffield e seus murais, e passe horas explorando as florestas e lagos antigos de Cradle Mountain. Com um guia local, escolha entre trilhas leves e desafios maiores, aviste wombats e faça uma pausa para o almoço à beira de um riacho. Termine o dia com sorvete e framboesas antes de voltar — botas sujas garantidas.
O tour tem cerca de 12 horas, incluindo o deslocamento, com 4 a 5 horas para explorar Cradle Mountain.
Você pode escolher entre trilhas curtas para iniciantes, o circuito de 6 km ao redor do Dove Lake (nível fácil a médio) ou a subida até Marion’s Lookout (mais íngreme e de dificuldade média a alta).
Não há almoço incluso, mas há tempo para fazer uma pausa e comer sua própria refeição perto de um riacho ou em um lugar com vista.
Sim, todas as taxas de entrada no Parque Nacional estão incluídas na reserva.
Sim, há boas chances de avistar wombats em seu habitat natural, especialmente perto de riachos e áreas com grama.
Sim, o tour inclui busca em pontos centrais de Launceston; confira os detalhes na confirmação da reserva.
É preciso ter preparo físico moderado, pois todas as opções envolvem caminhada ativa; a trilha até Marion’s Lookout é mais puxada.
O passeio é feito em grupos pequenos, com no máximo 10 pessoas por saída.
A idade mínima é 8 anos, por questões de segurança e exigência das trilhas.
Seu dia inclui transporte em grupo pequeno saindo do centro de Launceston, todas as taxas de entrada em Cradle Mountain, caminhadas guiadas por um experiente guia local que conta histórias pelo caminho, paradas para ver os murais de Sheffield e degustações na sorveteria Van Dieman's Land e na fazenda de framboesas Christmas Hills antes do retorno à noite.
Ainda lembro do silêncio quando chegamos em Sheffield naquela manhã — dava até pra ouvir a tinta secando nos murais espalhados pela cidade. Nosso guia, Dave, mostrou seu favorito (um wombat de cartola, sério mesmo) e comentou como a cidade virou uma galeria a céu aberto. Foi uma introdução meio estranha, mas perfeita, antes de entrarmos na verdadeira natureza selvagem. As nuvens estavam baixas sobre as colinas, como se estivessem decidindo se nos deixariam ver Cradle Mountain ou não.
Quando chegamos ao parque, senti aquele cheiro de terra molhada — folhas úmidas e pedra fria. Começamos devagar, passando pela Rainforest City e depois pelas quedas d’água do Pencil Pine. Eu parava várias vezes só pra escutar; tem um som de água correndo por entre as raízes que só percebe quem está ali de verdade. Dave contou que os King Billy Pines são mais velhos que muitos países, e eu ri porque ele falou isso como se fosse o mais normal do mundo, enquanto espantava uma mosca.
A trilha principal começou no Dove Lake. Alguns foram para o circuito completo do lago (eu fui também — meus joelhos ainda reclamam), enquanto uns mais corajosos encararam a subida até Marion’s Lookout para aquela vista de tirar o fôlego. Não esperava ver tanta cor — verdes musgosos, folhas laranja queimado, cascas prateadas retorcidas por toda parte. Paramos para almoçar perto de um riacho, onde alguém avistou um wombat comendo tranquilo, como se fosse o dono do pedaço. Sinceramente, acho que era mesmo.
Na volta, passamos pelo Chalé do Weindorfer — com suas vigas de madeira antigas e aquele cheiro de história — e terminamos com sorvete na Van Dieman’s Land e framboesas na Christmas Hills. Foi um daqueles dias em que as botas saem enlameadas, mas a mente fica leve. Não paro de pensar naquele momento silencioso olhando o Dove Lake, com as nuvens correndo rápido lá em cima...

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