Saia de Hobart antes do amanhecer para uma verdadeira road trip na Tasmânia: café em Deloraine, trilhas ou passeios tranquilos em Cradle Mountain e Dove Lake com guia local, chance de ver wombats, e jantar reforçado antes de voltar à noite. Paisagens autênticas e momentos que vão ficar na memória.
O tour sai de Hobart às 6h e retorna até às 21h no mesmo dia.
Você para para tomar café no café Mumma Buzz em Deloraine; a comida é paga à parte.
Você tem até cinco horas para explorar o Parque Nacional Cradle Mountain-Lake St Clair.
Você pode fazer caminhadas guiadas ou explorar por conta própria durante a visita.
O passeio inclui paradas para café da manhã e jantar; as refeições são pagas à parte nos estabelecimentos locais.
Não há serviço de busca em hotel; a saída é do centro de Hobart.
Sim, as taxas de entrada no Parque Nacional Cradle Mountain-Lake St Clair estão inclusas.
Uma mochila com água, lanches, roupas adequadas ao clima e o cabo para carregar o celular nos pontos de USB do ônibus.
É necessário preparo físico moderado; não recomendado para pessoas com certas condições de saúde ou grávidas.
O dia inclui transporte de ida e volta com ar-condicionado saindo de Hobart, entrada no parque nacional, bastante tempo para caminhar ou fazer trilhas com guia ou sozinho em Cradle Mountain e Dove Lake, paradas para café e jantar em cidades locais (refeições à parte), protetor solar a bordo — e sim, tem carregadores USB para seu celular não ficar sem bateria enquanto você registra as fotos da montanha.
“Você precisa experimentar a torta daqui, confia em mim,” disse Sam quando chegamos em Ross logo após o nascer do sol. Eu ainda estava meio dormindo, segurando meu café como se fosse um salva-vidas, mas o cheiro de pão fresco e fumaça de lenha me despertou mais rápido que a cafeína. As atendentes da padaria nos deram aquele aceno rápido que só quem é da região faz quando está ocupado, mas é simpático. Tínhamos uns quinze minutos para esticar as pernas e procurar lembrancinhas (comprei um ímã de geladeira em forma de wombat — sem arrependimentos).
A viagem de Hobart até Cradle Mountain é longa, mas estranhamente relaxante. Ovelhas por todos os lados, névoa pairando sobre os campos, e o Sam apontando coisas que eu jamais teria notado (“É aqui que às vezes aparecem ornitorrincos — mas não garanto”). Quando chegamos em Deloraine para o café no Mumma Buzz, eu já estava com fome de novo. Os ovos estavam perfeitos e o burburinho típico de cidade pequena te envolve — parecia que estávamos descobrindo um segredo que muita gente pula na Tasmânia.
Cradle Mountain em si… não quero exagerar, mas estar no Dove Lake com o vento cortando a jaqueta e as montanhas meio escondidas nas nuvens — aquilo entra na alma. Passamos quase cinco horas lá; alguns subiram mais alto para aproveitar a vista, outros (eu incluso) só passearam pela trilha do lago, tirando fotos demais e tentando não escorregar nas passarelas molhadas. Em um momento, nosso guia apontou um wombat comendo grama bem perto do caminho — parecia totalmente indiferente a nós, turistas da cidade. Tem um silêncio ali que não é vazio. É difícil explicar se você não estiver lá.
Na volta, todo mundo ficou mais quieto — cansado, mas daquele jeito bom. O jantar no Empire Hotel foi merecido (as batatas fritas são tão boas quanto o Sam prometeu). Cruzando o rio Derwent já de noite, com os faróis refletindo na chuva do vidro — eu não parava de pensar naquele ar gelado no rosto lá em cima em Cradle Mountain. Ainda penso às vezes.
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