Saia de Mendoza rumo aos Andes para um dia de paisagens de alta montanha, pontes históricas como o Puente del Inca e histórias da épica travessia de San Martín — tudo com guia bilíngue local e transporte do hotel incluído. Prepare-se para momentos de silêncio entre picos, rios de cores estranhas e quem sabe até um pão quentinho ou uma risada com os locais pelo caminho.
“Esse rio amarelo não deveria ser assim, né?” Foi o que soltei quando chegamos ao Puente del Inca, e nosso guia Pablo só sorriu — disse que as cores minerais dali são famosas. A saída de Mendoza foi cedo, janelas abertas, poeira no ar, sol ainda tímido. Nosso primeiro ponto foi a Represa Potrerillos — sinceramente, nunca tinha visto uma água tão parada. O vento parecia mais ouvido do que visto em movimento. Todo mundo no ônibus ficou em silêncio por um instante. Era como se as montanhas estivessem nos observando de volta.
Subimos mais alto pelo Cordón del Plata, passando por Uspallata (Pablo chamou de “a última cidade de verdade antes da natureza selvagem”). Paramos numa padaria para pegar medialunas — ainda quentinhas — e juro que dava para sentir um leve cheiro de lenha nelas. Na Ponte Picheuta, Pablo contou sobre a travessia do exército de San Martín; hoje restam só algumas pedras e um silêncio pesado no ar. Talvez eu estivesse exagerando depois de tanto café.
A palavra-chave aqui é “passeio alta montanha Mendoza” — e você entende o porquê quando o Aconcágua aparece na paisagem. O pico mais alto das Américas fica ali, com neve soprando no topo, como se não ligasse para quantas fotos você tira. No Puente del Inca, o cheiro de enxofre e vapor dá um toque meio estranho (não é meu favorito), mas aquelas pedras alaranjadas parecem de outro mundo. Alguns locais vendiam gorros de lã — uma senhora riu quando tentei pechinchar em espanhol e acabou falando inglês comigo.
A cidade na fronteira, a 3.500 metros, parecia leve e brilhante; até respirar lá em cima exige esforço. O almoço não está incluído, mas entramos num lugar pequeno, com canecas lascadas e sopa que parecia feita pela vó de alguém. Na volta, Pablo apontou condores voando no céu — disse que é sorte ver dois num mesmo passeio. Até hoje lembro daquele trecho silencioso entre as paradas, onde só se ouvia o cascalho sob os pneus e o coração acelerando com a altitude. Nem tudo foi fácil ou confortável, mas não mudaria nada.
O passeio dura cerca de 10 a 12 horas, incluindo todas as paradas no trajeto.
Não, o almoço não está incluído, mas há uma parada opcional em um restaurante local perto da cidade fronteiriça.
As paradas principais são a Represa Potrerillos, a vila de Uspallata, as ruínas da Ponte Picheuta, o Puente del Inca, um mirante do Aconcágua e uma cidade na fronteira com o Chile.
Sim, o transporte sai de hotéis localizados no centro de Mendoza.
Sim, bebês são bem-vindos, mas devem ficar no colo de um adulto; carrinhos e cadeirinhas são permitidos.
Sim, o passeio é acessível para cadeirantes e animais de serviço são aceitos.
A altitude máxima é cerca de 3.557 metros acima do nível do mar, na cidade fronteiriça perto do Chile.
Seu dia inclui transporte com ar-condicionado saindo do hotel no centro de Mendoza e acompanhamento de um guia bilíngue local que conta histórias em cada parada — desde a Represa Potrerillos, passando pela vila de Uspallata até as cores únicas do Puente del Inca — com bastante tempo para explorar ou comer algo antes de voltar no fim da tarde.
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