Você vai sentir as Cataratas Victoria antes de vê-las—névoa no rosto, trovão no peito—enquanto explora os lados do Zimbabwe e da Zâmbia num passeio de um dia. Atravesse a ponte icônica entre os países, troque histórias com o guia Joseph, visite o Museu Livingstone e aproveite momentos que ficam na memória muito depois de partir.
“Se você prestar atenção, vai ouvir o trovão antes de ver,” sorriu nosso guia Joseph quando saímos perto do lado do Zimbabwe nas Cataratas Victoria. Ele estava certo—o som veio primeiro, um estrondo profundo que fez meu estômago revirar. O ar estava cheio de névoa, fresca na pele mesmo com o sol já subindo. Caminhamos pelo caminho, parando em vários mirantes que pareciam infinitos (dezesseis, disse Joseph, mas perdi a conta depois do oitavo). Cada ângulo mostrava algo novo—arco-íris dançando na névoa, pessoas rindo sob capas que mal protegiam da água. Tentei tirar foto, mas desisti; nada se compara a estar ali, com o cabelo grudado no rosto.
Passar para o lado da Zâmbia foi menos dramático do que eu esperava—só um carimbo rápido no passaporte e já estávamos atravessando a Ponte das Cataratas Victoria. Tem uma espécie de terra de ninguém no meio, onde todo mundo para para fotos ou só para olhar o rio Zambeze lá embaixo. Fiquei nervoso olhando para o abismo (altura não é meu forte), mas Joseph contou que antigamente rolava bungee jump ali. O lado zambiano parecia mais calmo, mais verde e selvagem. Os caminhos estavam enlameados da chuva da noite anterior e escorreguei uma vez—Joseph me segurou pelo cotovelo e riu. “Agora você está oficialmente iniciado,” disse ele.
O almoço foi por conta própria na cidade de Livingstone—nada sofisticado, só um frango grelhado num café onde parecia que todo mundo se conhecia. Tinha cheiro de carvão e um toque doce no ar. Depois, passamos cerca de uma hora no Museu Livingstone; confesso que não esperava muito, mas acabei lendo sobre David Livingstone por mais tempo do que planejava. Os mapas antigos e fotos desbotadas me fizeram imaginar como esse lugar devia parecer selvagem antigamente. No caminho de volta para as Cataratas, fiquei revivendo aquele momento na ponte—meio assustado, meio empolgado—e percebi que é isso que vai ficar comigo para sempre.
Sim, o transporte está disponível de hotéis ou lodges tanto em Livingstone (Zâmbia) quanto em Victoria Falls (Zimbabwe).
O visto KAZA é recomendado para múltiplas entradas entre Zâmbia e Zimbabwe durante passeios de um dia.
Não, as taxas dos parques são pagas diretamente na entrada e não estão inclusas no preço do tour.
Você terá cerca de 2 horas no lado do Zimbabwe e aproximadamente 1,5 horas no lado da Zâmbia.
Não, o almoço é por conta própria durante o tempo livre na cidade de Livingstone ou no Lookout Gorge Café.
O passeio é acessível para cadeirantes e bebês podem participar com assentos especiais; crianças devem estar acompanhadas por um adulto.
Leve calçados confortáveis para caminhada, capa de chuva (a névoa molha mesmo!), chapéu, protetor solar e, se for incluir a Devil’s Pool, roupa de banho.
Seu dia inclui água mineral durante todo o passeio, transfers ida e volta do seu lodge ou hotel em qualquer lado das Cataratas Victoria ou em Livingstone, acompanhamento de um guia local experiente como o Joseph, que mantém o clima animado (e firme caso você escorregue), além de todo o transporte entre os pontos—including a travessia daquela ponte famosa juntos.
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