Você sente as Victoria Falls antes de vê-las — a névoa bate primeiro, depois vem o som estrondoso. Fique na famosa ponte entre Zimbábue e Zâmbia, deslize pelo rio Zambezi ao pôr do sol com petiscos na mão e termine o dia provando pratos africanos e entrando no ritmo dos tambores no Boma. Não é só turismo — é se sentir parte de cada momento.
A experiência dura o dia todo, da manhã até as atividades da noite, incluindo o jantar.
Sim, o transporte está incluído na reserva do passeio de um dia.
Você terá almoço no Rainforest Cafe e jantar no Boma Dinner & Drums.
Sim, são servidos bebidas geladas e petiscos durante o cruzeiro.
O passeio é indicado para todas as idades; bebês podem ir em carrinhos ou no colo.
Você atravessa até o meio da ponte Victoria Falls, mas permanece principalmente no lado do Zimbábue.
Sim, há uma parada em um mercado autêntico de artesanato africano para comprar e negociar.
Use roupas confortáveis que possam molhar, por causa da névoa intensa das quedas.
Seu dia inclui água mineral durante todo o passeio, almoço no Rainforest Cafe após explorar o Parque Nacional Victoria Falls, entradas para todos os pontos, incluindo a caminhada na ponte e visita à Big Tree, petiscos e bebidas no cruzeiro ao pôr do sol no rio Zambezi, e termina com jantar e tambores no Boma — todo transporte em veículo com ar-condicionado e guia local do começo ao fim.
Nos encontramos com nosso guia bem na entrada das Victoria Falls — ele já estava rindo, dizendo o quanto íamos nos molhar. E não era exagero. O som é um rugido profundo que invade o peito antes mesmo de você enxergar qualquer coisa. Eu não imaginava quanta névoa teria; parecia entrar numa tempestade de chuva com cheiro doce e fresco. Nosso guia indicou o melhor lugar para fotos, mas, sinceramente, fiquei parado um tempo só sentindo a névoa no rosto. Dá pra ouvir as pessoas gritando de surpresa quando o vento muda e molha todo mundo — parecia que todos compartilhavam uma piada secreta.
O almoço no Rainforest Cafe foi simples, mas gostoso — experimentei algo feito com farinha de milho (sadza?) e quase esqueci de olhar para cima quando um macaco vervet passou correndo perto da nossa mesa. Depois, fomos até a Ponte Victoria Falls. De lá, dá para ver o Zimbábue de um lado e a Zâmbia do outro; acenei para umas crianças vendendo artesanato lá embaixo e elas acenaram de volta. A ponte é antiga, mas firme, cheia de placas desgastadas. Nosso guia contou um pouco da história — dizem que Livingstone queria que “a fumaça que troveja” fosse vista pelos trens que passavam. Não sei se ele conseguiu isso.
A Big Tree é enorme — você nem consegue abraçar nem um décimo dela. Tem uma inscrição do Livingstone gravada na casca; está apagada, mas é incrível pensar em quantas pessoas já ficaram aqui admirando essa baobá com mais de dois mil anos. No mercado de artesanato próximo, tentei pechinchar por um elefante de madeira (sou péssimo nisso — o vendedor sorriu e ainda me deu uma pulseira de contas).
O cruzeiro ao pôr do sol no rio Zambezi foi mais tranquilo do que eu esperava. Tem aquele momento em que tudo fica dourado e os hipopótamos começam a resmungar lá na esquerda — você só vai flutuando, com uma bebida gelada na mão, vendo os pássaros voando rente à água. Um cara viu um elefante tomando banho perto da margem e todo mundo correu para pegar a câmera, menos eu; fiquei só observando até ele desaparecer atrás dos juncos.
O jantar no Boma é animado — tambores por toda parte, dançarinos rodopiando perto da mesa enquanto você prova o javali grelhado ou o sadza de novo (ainda não sei se gostei). Distribuíram tambores para a gente participar, e minhas mãos doeram depois de cinco minutos, mas não consegui parar de rir. Na volta, minhas roupas tinham um cheiro leve de fumaça do jantar misturado com o ar do rio. Aquela última caminhada sob as estrelas silenciosas ficou gravada em mim mais que qualquer outra coisa.
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