Você vai explorar os vales em terraços de Sapa com guias locais, compartilhar risadas e “água feliz” numa aula de culinária à noite em uma homestay na vila, atravessar pontes de cipó no Parque Hoang Lien Son e acordar com a névoa nas montanhas antes de voltar de ônibus leito — levando muito mais que fotos na bagagem.
O tour tem 2 dias e 1 noite, incluindo transporte de ida e volta de ônibus leito entre Hanoi e Sapa.
Sim, você pode escolher entre ficar em hotel ou passar a noite em uma homestay com uma família Dzay na vila Ta Van.
Incluem jantar e café da manhã; se ficar na homestay, também participa de uma aula de culinária local.
O trekking varia de 6 a 12 km por dia em trilhas irregulares; é recomendado ter preparo físico moderado.
Sim, o transporte inclui busca no seu hotel no bairro antigo de Hanoi antes do embarque no ônibus leito.
Você vai conhecer Cat Cat ou Lao Chai, Y Linh Ho, Ta Van, Giang Ta Chai e Su Pan, dependendo da sua escolha de hospedagem.
Sim, o ônibus leito entre Hanoi e Sapa oferece WiFi a bordo.
Não é recomendado para quem tem problemas na coluna ou saúde cardiovascular, devido à exigência do trekking.
Seu passeio inclui busca no hotel no bairro antigo de Hanoi, transporte ida e volta de ônibus leito com WiFi, todas as taxas e entradas no percurso, jantar e café da manhã (com aula de culinária local se escolher a homestay), além de trekking guiado por vilarejos antes do retorno confortável a Hanoi.
O ônibus leito saindo de Hanoi foi mais tranquilo do que eu esperava — só o som suave da estrada e algumas conversas baixas. Chegamos em Sapa pouco depois do meio-dia, com a névoa ainda abraçando as montanhas. Nossa guia, May (ela é H’mong), nos esperava na estação, sorrindo quando tentei dizer “xin chào”. Ela nos levou para almoçar na cidade — arroz grudado, carne de porco, algo verde e apimentado que eu não consegui identificar. Deixamos as malas no hotel e partimos para a Vila Cat Cat. O ar cheirava a fumaça de lenha e terra molhada. As crianças acenavam enquanto passávamos; uma tentou me vender uma pulseira, mas acabou rindo do meu sotaque.
Se você escolher a homestay (como eu), o trekking é mais longo — descendo pelo Vale Muong Hoa, passando por terraços tão verdes que parecem até falsos nas fotos. Meus sapatos estavam cheios de lama em vinte minutos, mas nem liguei. May mostrou plantas que ela usa para tingir tecidos; as mãos dela estavam manchadas de azul, de tanto índigo. Chegamos em Ta Van quando o sol começava a se esconder atrás das montanhas — alguém fritava alho dentro da casa, e meu estômago roncou. A família nos convidou para a cozinha para uma aula de culinária. Eu cortei os legumes todo torto; todo mundo riu quando meu rolinho primavera desmanchou (mas estava gostoso). O jantar foi animado e acolhedor. Serviram “água feliz” (vinho de arroz caseiro) e brindaram a sabe-se lá o quê — eu só entrei na festa.
Acordar em Ta Van é diferente — galos no lugar do despertador, névoa sobre os campos, alguém já acendendo fogo do lado de fora. Café da manhã com panquecas grudadas e chá forte antes de arrumar as coisas de novo. O segundo dia de trekking nos levou mais fundo no Parque Hoang Lien Son — tem uma ponte de cipó sobre um rio que parece que vai cair, mas aguenta firme. Na vila Giang Ta Chai paramos numa cachoeira; alguns se jogaram na água, mas eu só molhei os pés (a água estava congelante). Tem algo especial em caminhar por essas trilhas com quem mora aqui — as histórias deles se encaixam no ritmo dos seus passos.
No fim da tarde estávamos de volta à cidade de Sapa, pernas cansadas mas o coração cheio — sei que soa clichê, mas é verdade. A volta de ônibus para Hanoi foi diferente; talvez porque agora aquelas colinas verdes tinham rostos e vozes. Ainda lembro daquela vista em Ta Van quando a vida lá em casa fica barulhenta demais.
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