Encontre macacos travessos na Ilha dos Macacos, deslize de lancha pelos manguezais da Reserva de Can Gio, chegue perto (mas sem exageros) dos crocodilos e ouça histórias reais da guerra do Vietnã — tudo com guia local e almoço com frutos do mar fresquinhos. Prepare-se para risadas, surpresas e momentos que ficam na memória depois que você voltar para Ho Chi Minh.
Fica a cerca de 40 km ao sul de Ho Chi Minh; o trajeto leva entre 1 e 1h30 de van, incluindo a travessia de balsa.
Sim — mais de 1.000 macacos de cauda longa vivem livres na Ilha dos Macacos (Đảo Khỉ).
Sim — o tour inclui um almoço vietnamita com frutos do mar em restaurante local.
Você vai ver macacos de cauda longa, crocodilos na fazenda, várias aves e às vezes peixinhos e caranguejos nos manguezais.
Sim — o tour inclui pickup e drop-off nos hotéis do Distrito 1.
Sim — é só avisar na hora da reserva que preparamos uma opção vegetariana.
O passeio é adequado para a maioria das idades, mas bebês precisam ficar no colo de um adulto; não é recomendado para grávidas ou pessoas com problemas cardíacos.
O seu dia inclui traslado com van com ar-condicionado do seu hotel no Distrito 1, passagem de balsa pelo rio Binh Khanh, entradas para a Ilha dos Macacos e a reserva, almoço vietnamita com frutos do mar (opção vegetariana se solicitada), toalhas refrescantes e água mineral durante o passeio — além de um guia local que fala inglês e conhece todos os atalhos pela densa natureza de Can Gio.
A primeira coisa que lembro é das janelas da van embaçadas pelo ar da manhã enquanto deixávamos Ho Chi Minh. Nosso guia, Minh, distribuiu toalhas geladas (uma delícia no pescoço) e apontou como o skyline da cidade dava lugar aos campos de arroz. Quando chegamos à balsa de Binh Khanh, o barulho da cidade já era só uma lembrança. Um cheiro salgado vinha da água — meio doce, meio marinho — e de repente estávamos cercados por manguezais que eram mais altos que a van.
Confesso que fiquei meio apreensivo com a Ilha dos Macacos. Mas esses macacos de cauda longa não têm medo nenhum da gente — eles te encaram para ganhar uns amendoins ou só porque querem. Minh avisou para não desgrudarmos dos óculos escuros; não era brincadeira. Um macaco tentou pegar minha garrafa d’água e o Li (o cara do meu lado) riu tanto que quase deixou o celular cair. A floresta estava cheia de sons estranhos de pássaros que eu não conseguia identificar. Era selvagem, mas não ameaçador — só vida pulsando em cada canto.
O passeio de barco pela Reserva da Biosfera dos Manguezais de Can Gio foi mais rápido do que eu esperava — água no rosto, vento no cabelo, aquela sensação boa. Passamos por pescadores em barquinhos de madeira que acenavam como se conhecessem todo mundo que passava por ali. Na fazenda de crocodilos, Minh contou sobre soldados que se escondiam ali na guerra; imaginar isso enquanto via aqueles bichos quase sem piscar me deu um arrepio. O almoço foi simples: camarão e peixe grelhados tão frescos que ainda tinham cheiro de alga, com as mãos grudadas no molho de pimenta.
Até hoje lembro do momento de silêncio depois do almoço, quando passamos por um bunker antigo quase engolido pelas raízes. Minh não falou nada, só deixou a gente ouvir o zumbido dos insetos e o farfalhar das folhas. No caminho de volta para Ho Chi Minh, fiquei repetindo aquele silêncio na cabeça — sabe quando um lugar fica marcado na gente? Então, se você quer macacos, crocodilos e um pedacinho da história tudo junto num passeio de um dia saindo de Saigon... esse é o passeio.
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