Você vai cruzar de Samarkand para o Tajiquistão com um guia local e passar o dia explorando os Sete Lagos pelas estradas da montanha — as cores de Marghuzor vão ficar na sua memória. Tem tempo para chá com moradores ou uma trilha até Hazorchashma, se animar. Também visita o antigo Sarazm antes de voltar — prepare-se para momentos de silêncio e encantamento.
Desde que cheguei em Samarkand, já tinha ouvido falar dos Sete Lagos, mas não esperava que a viagem mudasse tanto quando cruzamos para o Tajiquistão. O motorista uzbeque nos deixou na fronteira — você precisa atravessar a pé, o que foi uma sensação meio estranha, mas ao mesmo tempo empolgante (e um pouco desconfortável, carregando minha mochila na frente dos guardas). Do outro lado, a equipe tajique nos esperava sorridente. Nosso guia, Zafar, tinha uma energia tranquila que me fez relaxar na hora. Penjikent foi nossa primeira parada — ruas empoeiradas, crianças acenando para nossa van. Lembro de pensar como o ar parecia mais fresco ali.
Os lagos em si... acho que nenhuma foto faz justiça. Marghuzor foi o primeiro — Zafar contou que o nome significa “cílios”, tentei enxergar isso, mas o que mais me marcou foi o azul intenso da água contrastando com os picos nevados. No lago Soya, tudo ficou silencioso, só o som da água entre as pedras ecoava. Ele explicou que o nome vem do tajique “sombra”, porque o lago fica na sombra quase o dia todo. Parávamos em cada lago; às vezes passava um pastor ou mulheres lavando roupas na margem. Em Gushor (que quer dizer “vigilante”), fiquei fascinado com a água gelada tocando minhas mãos. Confesso que não parava de pensar em como as pessoas vivem aqui o ano inteiro.
Nofin é longo e estreito — Zafar brincou que é como um cordão umbilical entre os lagos (pelo visto, é isso que o nome significa). Depois da vila Pardut, chegamos a Khurdak, o “bebê” dos lagos. Nessa hora, nuvens começaram a aparecer e tudo ganhou um tom mais suave. Marguzor é o maior; paramos para tomar chá com alguns moradores que mal falavam russo, mas riam das minhas tentativas de contar em tajique. Se quiser continuar (nós fomos), dá para fazer uma trilha opcional até Hazorchashma — 2,5 km subindo, mas cada passo vale a vista incrível dos sete lagos empilhados no vale. Minhas pernas doíam, mas até hoje lembro do silêncio lá no alto.
No caminho de volta para o Uzbequistão, paramos em Sarazm — Zafar chamou de “a cidade antiga”. As ruínas são só pedras baixas e grama ao vento, mas saber que ali viveram pessoas há 5.500 anos me fez ficar mais tempo do que eu esperava. Tem algo muito forte em ver isso antes de cruzar a fronteira de volta, cansado, com fome e cheio de curiosidade para pesquisar tudo quando pegar Wi-Fi de novo.
Esse passeio cruza do Uzbequistão para o Tajiquistão; muitas nacionalidades entram sem visto, mas confira as regras do seu país antes de reservar. Pode ser necessário visto uzbeque com dupla entrada.
A viagem inclui a travessia para o Tajiquistão perto de Penjikent e segue por estradas de montanha; conte várias horas, incluindo o tempo na fronteira.
Não, a caminhada é opcional — a partir do lago Marguzor dá para subir 2,5 km até Hazorchashma se quiser; senão, o transporte entre os lagos é feito de carro.
O dia inclui busca no hotel em Samarkand, transporte com ar-condicionado cruzando as fronteiras dos dois países, água mineral e taxas de entrada no sítio arqueológico de Sarazm.
Não há almoço incluso; ao longo do caminho há opções para comprar comida ou tomar chá com os moradores, dependendo do horário.
Não é recomendado para quem tem problemas cardiovasculares por causa da altitude e caminhada; para a maioria das pessoas com boa saúde, é tranquilo.
Os guias falam as línguas locais e geralmente russo; inglês pode estar disponível, mas não é garantido em toda a rota.
Sim — as taxas para o sítio arqueológico Sarazm da UNESCO estão incluídas no seu pacote.
O dia inclui busca no hotel em Samarkand, transporte com ar-condicionado cruzando as fronteiras do Uzbequistão e Tajiquistão (com equipe esperando em cada lado), água mineral durante toda a viagem e taxas para visitar o sítio arqueológico de Sarazm antes do retorno à noite.
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