Você vai sair do seu cruzeiro direto para a vida real de Montevideo: praças cheias de histórias, mercados coloridos com sabores locais (não deixe de provar o doce de leite) e passeios pela famosa Rambla — tudo com um guia local que faz você se sentir parte da cidade, não só um turista de passagem.
Sim, esse passeio é exclusivo para passageiros de cruzeiros que atracam no porto de Montevideo.
O passeio dura cerca de 4 horas, desde o pickup até o retorno ao porto.
Você vai conhecer Plaza Independencia, Ciudad Vieja, Avenida 18 de Julio, Mercado Agrícola de Montevideo, Parque Batlle y Ordóñez, Praia de Pocitos com o letreiro, e termina no Mercado del Puerto ou no porto.
Sim, o pickup é feito diretamente no porto de Montevideo — procure seu guia com a placa Blanco Tour.
Água mineral está incluída; as compras de comida nos mercados são opcionais, mas super recomendadas para provar as delícias locais.
É um tour em grupo pequeno para um atendimento mais personalizado — nada de ônibus lotados com 30-40 pessoas.
Sim, há WiFi disponível no veículo durante o passeio entre os pontos.
Bebês e crianças pequenas são bem-vindos; carrinhos são permitidos e bebês devem ficar no colo de um adulto, se necessário.
Seu dia inclui pickup no porto de Montevideo pelo guia local (basta procurar a placa Blanco Tour), água mineral durante o passeio, WiFi a bordo para compartilhar fotos, transporte em veículo com ar-condicionado entre os pontos — desde praças históricas até mercados animados — e retorno ao navio ou parada final no Mercado del Puerto para uma última experiência antes de zarpar.
A manhã não começou como planejado — nosso navio atracou com meia hora de atraso, e achei que já tínhamos perdido o tour pela cidade. Mas lá estava o Martín, segurando a placa “Blanco Tour”, sorrindo como se estivesse esperando só por nós. Ele nos acenou com aquela calma uruguaia que eu queria poder engarrafar. Entramos na van (grupo pequeno, graças a Deus — nada daquela multidão), e ele distribuiu água gelada enquanto brincava que até os locais se perdem nas ruas tortuosas da Ciudad Vieja.
Gostei que o Martín não nos apressou na Plaza Independencia; deixou a gente ficar ali um tempo enquanto contava histórias sobre Artigas no mausoléu — a voz dele ecoando na praça aberta. O ar trazia um leve cheiro de café torrado vindo de um café próximo. Em certo momento, um senhor passou com uma cesta de doces e piscou pra mim quando tentei falar “bizcochos”. Meu espanhol é uma negação, mas aqui ninguém parece se importar. Na Avenida 18 de Julio, paramos para ver um artista de rua pintando cores vibrantes no chão — quase esqueci que tínhamos horário pra cumprir.
O ponto alto pra mim foi o Mercado Agrícola. É barulhento de um jeito aconchegante — crianças rindo, vendedores gritando ofertas de queijos frescos, moedas tilintando nos balcões de metal. Peguei uma mini torta de doce de leite (ainda penso nela) e ouvi o Martín explicar por que os uruguaios são viciados em mate. Ele nos ofereceu um gole do seu térmico — amargo como prometido — e riu da minha cara. O lugar todo cheira a frutas e massa de pão fermentando; difícil não ficar com fome a cada cinco minutos.
Terminamos no Mercado del Puerto, onde dá pra ouvir as facas batendo nas tábuas das parrillas. Alguns foram direto para o bife ou souvenirs antes de voltar pro navio — eu fiquei um pouco do lado de fora, absorvendo tudo: a brisa do mar misturada com fumaça de lenha, vozes refletindo nas paredes de pedra antiga. Não esperava me sentir tão em casa em quatro horas, mas Montevideo tem esse jeito de te conquistar devagar.
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