Você vai explorar túneis antigos em Kaymakli, seguir uma trilha à beira do rio no Vale Ihlara, almoçar com novos amigos à beira da água e subir nas cavernas do Mosteiro de Selime — tudo com um guia local cheio de histórias. Esse passeio de um dia saindo de Göreme ou Ürgüp deixa mais que fotos, fica na memória em pequenos momentos.
O passeio dura o dia todo, com retirada no hotel pela manhã e retorno no fim da tarde ou à noite.
Sim, o almoço é buffet livre em um restaurante à beira do rio durante o passeio.
O tour inclui a visita à Cidade Subterrânea de Kaymakli.
A caminhada guiada ao longo do rio no Vale Ihlara tem cerca de 3,5 km.
O passeio não é recomendado para grávidas ou pessoas com problemas na coluna ou no coração, devido às caminhadas e escadas.
Use calçado confortável, leve chapéu, protetor solar e água para as caminhadas do dia.
Sim, a retirada e o retorno ao hotel estão inclusos na reserva.
O idioma principal é inglês; consulte disponibilidade para outros idiomas.
Seu dia inclui transporte em ônibus com ar-condicionado para retirada e retorno ao hotel, guia durante todo o passeio pelos vales e cidades subterrâneas do sul da Cappadocia, entradas nos locais visitados — incluindo Kaymakli — e almoço buffet livre em restaurante à beira do rio antes do retorno confortável para seu hotel em Göreme ou Ürgüp.
"Sabe, meu avô se escondeu aqui uma vez", contou nosso guia Cem, a voz dele ecoando nas pedras frescas enquanto passávamos por um túnel apertado na Cidade Subterrânea de Kaymakli. Eu já me abaixava automaticamente, sentindo as paredes vulcânicas ásperas roçarem meus ombros. O ar tinha um cheiro leve de terra e algo mais antigo — como uma adega guardando segredos há séculos. Difícil imaginar milhares de pessoas vivendo ali embaixo, mas Cem apontava para os tetos escurecidos das cozinhas e as antigas adegas de vinho como se tivesse crescido naquele lugar.
Quando saímos para a luz do dia, seguimos para o sul, rumo ao Vale Ihlara. As janelas do ônibus ficaram embaçadas com nosso papo animado (e talvez um pouco pelo meu suor), mas ao descer, o silêncio tomou conta — aquele tipo de paz que só se sente perto da água. Caminhamos junto ao rio por horas, ou pelo menos parecia, foram pouco mais de três quilômetros. O caminho serpenteava entre árvores e pequenas igrejas em cavernas com pinturas de santos desbotados. O almoço chegou justo quando minhas pernas começaram a reclamar: truta grelhada tão simples que parecia ter o sabor do próprio rio, servida numa mesa de madeira, com os sapatos deixados na grama. Confesso que não esperava rir tanto com estranhos enquanto tomávamos sopa.
O Mosteiro de Selime parecia coisa de outro mundo — no alto de um penhasco, cheio de salas e varandas escavadas na rocha. Cem contou que os monges subiam aquelas escadas todos os dias; eu tentei e quase perdi o equilíbrio (não olhe para baixo se tiver medo de altura). Lá de cima, a vista do vale se estendia sob aquela luz dourada e seca. Andorinhas voavam rápido sobre a gente e algumas crianças locais acenavam lá embaixo — eu acenei de volta sem pensar.
O Vale dos Pombos foi nossa última parada antes de voltar para Göreme. As falésias estão cheias de pequenos buracos onde os pombos viviam — Cem explicou como as pessoas coletavam as fezes para usar como adubo. É uma lembrança engraçada, mas agora, toda vez que vejo pombos em casa, lembro daqueles morros suaves e daquele silêncio estranho antes do pôr do sol na Cappadocia.

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