Você encontra seu piloto em Interlaken antes de subir para Beatenberg e voar de parapente tandem sobre lagos e montanhas. Inclui transporte, equipamento completo e um briefing tranquilo com o guia local. O lançamento é numa encosta gramada, você flutua sobre vilarejos suíços e aterrissa de volta na cidade — com a adrenalina ainda a mil.
Sim, o transporte do ponto de encontro em Interlaken está incluso na sua reserva.
O voo decola de Beatenberg, uma vila alpina acima de Interlaken.
A duração varia conforme o clima e o tamanho do grupo, mas reserve algumas horas incluindo transporte e briefing.
Não, não é necessário ter experiência — seu piloto licenciado cuida de tudo após um breve briefing de segurança.
Use sapatos confortáveis e roupas adequadas para o clima de montanha; todo o equipamento para o voo é fornecido.
Sim — o peso máximo varia conforme a temporada: 80kg ou 90kg dependendo do horário.
Se o voo for cancelado por mau tempo, você pode remarcar ou receber reembolso total; a decisão final é feita perto do horário do voo.
Seu dia inclui transporte do ponto de encontro em Interlaken até Beatenberg, todo o equipamento necessário para o voo, um briefing de segurança descontraído com seu piloto e, claro, o voo de parapente tandem sobre lagos e montanhas, com pouso de volta na cidade.
Ainda lembro do sorriso do Markus quando ele me entregou o capacete em Interlaken — parecia que ele sabia que eu estava prestes a perder a cabeça, mas no melhor sentido. Perguntou se eu já tinha feito parapente antes (não tinha), e logo soltou uma piada dizendo que as vacas suíças seriam nossa única plateia se eu gritasse. A viagem de van até Beatenberg começou silenciosa, só o barulho das jaquetas impermeáveis e o celular de alguém vibrando com atualizações do tempo. É curioso como a gente percebe detalhes pequenos quando está nervoso — como o cheiro de pinho entrando pela janela entreaberta, ou como todo mundo ficou mais falante ao ver neve nos picos distantes.
O ponto de decolagem em Beatenberg é só uma encosta gramada, nada de mais. Nosso guia fez um papo de segurança que parecia mais um incentivo (“corre, não para!”), e logo estávamos presos juntos, olhando para o Lago Thun. Meus sapatos afundavam na grama molhada e por um segundo pensei em desistir — mas aí o Markus fez a contagem regressiva e de repente estávamos correndo rápido, as pernas a mil até o chão sumir. Tem aquele instante em que o estômago dá um salto e aí… só o som do vento nos ouvidos e a voz dele atrás dizendo “olha para a esquerda!”
Não esperava me sentir tão tranquilo lá em cima. O mundo lá embaixo parecia um patchwork — lago azul, campos verdes, telhados vermelhos pequenininhos. Passamos por outros parapentes que acenaram (a simpatia suíça é real), e o Markus apontou nomes de vilarejos que logo esqueci. Minhas mãos estavam geladas, mas não conseguia parar de sorrir. Em um momento ele me deixou pilotar um pouco — acho que zigzagueei demais porque ele riu e logo retomou o controle.
A aterrissagem foi mais suave do que imaginei; meus joelhos quase não dobraram quando pousamos de volta em Interlaken. Todo mundo deu um high-five meio desajeitado, ainda empolgado com o voo. Depois, andando pela cidade com o cabelo bagunçado pelo capacete e a calça manchada de grama, fiquei repetindo na cabeça aquele primeiro passo da colina — como foi confiar a gravidade a outra pessoa por alguns minutos. Se você está pensando em fazer parapente tandem perto de Interlaken, sério… vai fundo.
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