Você vai deslizar pelas florestas nevadas da Lapônia num trenó puxado por huskies com um guia local experiente (sem precisar dirigir), conhecer e alimentar os cães depois, e se aquecer numa fogueira com lanches e bebidas quentes. Inclui transfer em Kiruna e roupas de inverno — só precisa trazer seu espírito aventureiro e talvez um par extra de meias.
O canil fica a cerca de 17 km do centro turístico principal de Kiruna.
Sim, o transfer gratuito do seu hotel em Kiruna está incluso.
Não, um guia experiente dirige — você só aproveita o passeio.
Vista-se bem quente; macacões, botas e luvas são fornecidos se precisar.
Sim, você vai tomar café ou chá e comer lanches ao redor da fogueira depois do passeio.
Crianças menores de 6 anos não podem participar devido ao frio intenso.
Você pode ajudar a preparar ou prender os cães, se quiser — é opcional.
Cada trenó leva até 4 pessoas, além do guia que dirige.
Sua manhã inclui transfer dos hotéis em Kiruna, macacão quente, botas e luvas se precisar (essencial no frio de até -30°C), passeio guiado de trenó puxado por huskies pelas florestas nevadas perto de Poikkijärvi, tempo para conhecer e alimentar os cães se quiser se envolver, além de café ou chá e lanches ao redor da fogueira antes de voltar para a cidade.
A primeira coisa que lembro é o som — dezenas de huskies latindo e uivando no ar gelado, abanando o rabo tão forte que quase derrubaram um balde. Acabávamos de chegar na Snowdog, a uns 17 km de Kiruna (eles nos buscaram direto no hotel, o que foi um alívio, porque o lugar é bem isolado). A guia, Li, me entregou umas botas enormes e riu quando tentei pronunciar “Poikkijärvi” — acho que errei todas as vezes. O ar parecia cortar a pele das bochechas, como se fossem agulhas minúsculas, mas isso só deixava tudo mais real.
Sentar no trenó foi diferente do que eu esperava — menos como um brinquedo de parque e mais como entrar no mundo de outra pessoa por algumas horas. Quatro de nós enrolados em cobertores enquanto a guia cuidava da equipe de huskies do Alasca. Os cães eram pura energia e pelagem; dava para sentir a empolgação deles vibrando no trenó antes mesmo de começarmos a andar. Quando finalmente partimos pela floresta, só se ouvia o som das patas na neve e um silêncio estranho e tranquilo entre os latidos. Tentei avistar renas ou alces entre as árvores (sem sorte), mas, pra ser sincero, só ver o sol tingindo tudo de rosa pastel já valia a pena.
Depois, ajudamos a alimentar os cães — pedaços grandes de carne congelada que sumiam em segundos — e então entramos numa cabana de madeira onde alguém já tinha acendido a fogueira. Minhas luvas cheiravam um pouco a pelo de cachorro e fumaça de lenha. Sentamos em volta, tomando café quente e comendo lanches; no começo quase não falávamos, só aquele cansaço gostoso que dá depois de passar um tempo na natureza de verdade. Ainda lembro do calor no rosto depois de tanto frio.
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