Você sai de Abisko com um guia local que sabe exatamente onde encontrar as melhores auroras — mesmo que seja preciso ir até 100 km longe. Com bebidas quentes nas mãos, você aprende sobre as luzes do norte e histórias locais enquanto espera o primeiro brilho verde surgir no céu. Não tem nada igual a ver o céu mudar em completo silêncio.
O passeio pode chegar a 100 km ida e volta saindo de Abisko para achar os melhores pontos.
Sim, um guia local profissional acompanha a caça às auroras e compartilha curiosidades durante o caminho.
Sim, o guia oferece uma bebida quente durante a noite enquanto procuram as auroras.
A experiência dura cerca de quatro horas no total.
Sim, o tour inclui pickup para os participantes antes de sair em busca das luzes.
O passeio é indicado para todos os níveis, mas não recomendado para quem tem problemas cardiovasculares.
Sua noite inclui transporte de ida e volta de ônibus saindo de Abisko com pickup, acompanhamento de um guia local experiente que conta histórias sobre auroras e a vida na região, além de uma bebida quente servida ao ar livre enquanto espera os primeiros sinais verdes no céu, retornando após quatro horas de aventura.
A primeira coisa que aconteceu foi que quase perdi o ônibus — minha luva ficou presa no zíper, parecia um mau presságio para a caça às auroras. Mas nosso guia, Anders, só sorriu e esperou, sem pressa nenhuma. Ele brincou que “paciência para auroras” é mais importante que qualquer previsão. Isso me acalmou um pouco, mesmo eu tendo passado o dia todo checando o tempo no celular.
Saímos de Abisko quando o céu já estava naquele azul profundo que só se vê tão ao norte. O aquecedor fazia um barulho suave e o cheiro do termoss de alguém tinha um toque de cardamomo — talvez fosse o meu? Anders ficava olhando o celular, murmurando sobre nuvens e “bons sinais”. De vez em quando apontava algo: pegadas de rena na neve ou como as bétulas pareciam prateadas sob a luz da lua. Tentei tirar fotos, mas a maioria ficou borrada e escura, pra ser sincero.
Não esperava que fosse tão silencioso quando paramos — sem vento, só o som das botas na neve e nossa respiração no ar gelado. Aí alguém soltou um suspiro (não fui eu dessa vez) e Anders falou baixinho: “Ali.” O verde começou como uma mancha atrás das árvores e foi se espalhando por metade do céu. Não tão intenso quanto aquelas fotos do Instagram, mas real o suficiente pra eu esquecer dos dedos congelados por um tempo. Ele nos serviu um suco quente de lingonberry numa garrafa velha; era doce e azedinho ao mesmo tempo. Até hoje lembro daquela vista sempre que vejo as luzes da cidade.
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