Deixe para trás o agito de Brasov e aventure-se fundo em Piatra Craiului com um guia local que conhece cada trilha e história. Atravesse gargantas que ecoam, encontre pastores em campos floridos, prove queijo fresco em uma cabana e almoce sabores genuínos da montanha. Não é um passeio fácil ou glamouroso — é a Romênia verdadeira na sua essência.
A caminhada dura entre 5 e 7 horas, dependendo do clima e do ritmo do grupo.
Sim, o traslado de ida e volta do hotel está incluso para quem estiver hospedado em Brasov.
Use calçados de trilha resistentes e impermeáveis e leve roupas quentes, pois o tempo muda rápido.
Dependendo da rota e da época (junho a setembro), é possível parar em uma fazenda de ovelhas autêntica ou em um vilarejo nas montanhas.
Não, as taxas de entrada não estão incluídas e devem ser pagas separadamente.
Você fará uma parada em uma cabana ou vilarejo para um almoço rústico com produtos locais, como queijo e pão.
A trilha exige preparo físico moderado; não é recomendada para quem tem problemas cardíacos ou lesões na coluna.
O passeio é mais indicado para adultos ou crianças maiores que consigam caminhar por várias horas.
O dia inclui traslado de ida e volta do hotel dentro de Brasov, além da companhia de um guia de montanha profissional durante toda a caminhada; espere paradas para almoço em cabana ou vilarejo — lembre-se que as taxas de entrada não estão inclusas, então leve dinheiro para isso antes de voltarmos juntos para a cidade.
Já imaginou como é caminhar por um lugar onde o tempo parece parar? Foi essa sensação que tive ao deixar Brasov para trás e entrar em Piatra Craiului. Nosso guia, Andrei, nos esperava com um chapéu de lã antigo — disse que a avó dele fez à mão. O ar aqui parecia mais puro, dava até para sentir o cheiro do pinheiro no ar. Começamos pela Garganta de Zarnesti, que é mais estreita do que eu esperava — dava para ouvir os próprios passos ecoando entre as paredes de pedra. Tinha um cheiro úmido, de musgo e frio, que grudava na roupa por um tempo.
Andrei apontava detalhes que eu jamais teria notado sozinho — trilhas onde ursos às vezes passam (não se preocupe, não vimos nenhum), ou como as pedras receberam o nome da antiga cidadela Königstein. Ele contou que os locais só chamam o lugar de “A Pedra”. Passamos por pastores conduzindo ovelhas pelos campos abertos; dava para ouvir os sinos antes de vê-los. Um deles acenou para a gente com a mão cheia de queijo fresco — experimentei depois em uma cabana nas montanhas e, sinceramente, tinha gosto de grama, sal e algo que não consigo explicar. Talvez seja por isso que tanta gente volta aqui.
O tempo mudou três vezes em uma hora — sol, névoa e sol de novo. Minhas botas ficaram enlameadas, mas ninguém ligou; todo mundo riu quando quase escorreguei em uma raiz. O almoço foi simples, mas quentinho: pão tão denso que rangia ao apertar, queijo das mesmas ovelhas, tomates que realmente tinham cheiro de tomate (sei que parece estranho). Sentamos do lado de fora, mesmo com o frio, porque a vista do vale te prende de um jeito que não dá para explicar. Teve momentos em que ninguém falou por minutos — não porque estávamos cansados (talvez um pouco), mas porque não havia nada a acrescentar.
Fico pensando em como o silêncio lá em cima era diferente do barulho das ruas de Brasov. Se você procura algo agitado ou sofisticado, esse passeio não é para você. Mas se quer se sentir pequeno da melhor forma possível... bom, às vezes ainda me pego lembrando daquela vista.
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