Viva o lado selvagem da Transilvânia em um tour privado 4x4 saindo de Bucareste: suba as montanhas dos Cárpatos com um guia local, tome café com vista para os “Dentes do Drácula”, almoce numa vila tradicional e explore os arredores sombrios do Castelo de Bran. Um passeio off-road que deixa o barulho da cidade para trás e oferece momentos inesquecíveis.
O passeio dura o dia todo, com saída por volta das 7h30 e retorno à noite.
Sim, o serviço de busca e retorno ao hotel em Bucareste está incluído.
Não precisa; o guia é quem dirige o veículo 4x4.
Sim, o almoço é em um restaurante local na vila de Poiana Mărului.
Crianças podem participar se acompanhadas por um adulto, mas não é recomendado para menores de 6 anos.
Sim, haverá uma parada no Castelo de Bran com tempo livre; a entrada é opcional.
Usamos um 4x4 profissional, como o Nissan Patrol, preparado para trilhas off-road.
O tour não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna.
Seu dia inclui transporte de ida e volta do hotel em Bucareste, água mineral durante o trajeto, todo o transporte em um veículo 4x4 privado totalmente equipado com um guia experiente que fala inglês e é especializado em tours off-road, além de um almoço reforçado em um restaurante local antes do retorno ao hotel à noite.
“Se vir ovelhas bloqueando a estrada, é só buzinar — elas vão sair no fim das contas”, sorriu nosso guia Mihai enquanto deixávamos Bucareste antes do amanhecer. Eu ainda estava meio sonolento, segurando meu café, mas a cidade logo ficou para trás. O 4x4 subia o Vale do Prahova, e eu não parava de pensar como aquilo era diferente de qualquer passeio de van que já tinha feito. Quando chegamos na primeira estrada de terra nas montanhas Bucegi, a névoa abraçava as árvores e um cheiro forte de pinho estava no ar — me despertou mais que cafeína.
Mihai parou num lugar que ele chamou de “Dentes do Drácula”. Tirou mais café de uma garrafa térmica surrada (com um leve gosto defumado — talvez por causa da fogueira dele?) e apontou para picos pontiagudos que surgiam entre as nuvens. Tentei falar o nome em romeno; ele riu e corrigiu com calma. O silêncio ali era tão profundo que me fez perceber o quanto estou acostumado ao barulho da cidade. Depois, descemos em direção ao chalé Diham, com os pneus rangendo nas pedras. Meu sinal de celular sumiu em algum ponto, e isso me deu uma sensação estranha, mas libertadora.
Almoçamos em Poiana Mărului — uma vila onde todo mundo acena para quem passa. A comida era caseira e bem reforçada; até hoje lembro da crosta do pão caindo no meu colo enquanto Mihai conversava com o dono sobre a neve do último inverno. Depois, seguimos por estradinhas secundárias passando por Magura e Pestera. Casas de madeira se inclinavam nas encostas verdes, roupas estendidas balançando no varal como pequenas bandeiras. É difícil explicar, mas tem uma paz aqui que chega de mansinho, quando você menos espera.
A última parada foi o Castelo de Bran — sim, o Castelo do Drácula — cercado por barracas de souvenirs vendendo desde tranças de alho até presas de plástico (quase comprei umas pro meu sobrinho). Dá para entrar se quiser; eu preferi ficar do lado de fora, vendo as crianças correndo embaixo das paredes de pedra cinza. No caminho de volta para Bucareste, Mihai contou histórias sobre os invernos nas montanhas e os ursos selvagens. O sol se pôs atrás da gente perto de Sinaia, mas, sinceramente, minha mente ficou presa naqueles vilarejos silenciosos muito depois de chegarmos em casa.

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