Você vai caminhar pela favela Kibera em Nairobi com um guia local, explorar o vibrante Mercado Toi, visitar um centro de artesanato comunitário, entrar numa casa de família para um chai e ver como sua reserva ajuda crianças na escola Hope and Shine. Prepare-se para risadas, conversas sinceras, novos cheiros e sabores — e momentos que ficam na memória muito depois de você partir.
Sim, é indicado para todos os níveis, mas não é recomendado para quem tem problemas na coluna ou no coração.
Não, não há transporte; os participantes se encontram no Greenhouse Mall, na Ngong Road.
O tour inclui o Mercado Toi, o segundo maior mercado a céu aberto de Nairobi.
Sim, o passeio inclui uma visita a uma casa de um dos guias dentro da favela.
Sim, o passeio é acessível para cadeirantes.
Bebês podem ir em carrinhos, mas precisam ficar no colo de um adulto.
Parte da renda é destinada à escola Hope and Shine Kibera Centre, que atende mais de 40 crianças.
Seu dia inclui todas as entradas e impostos enquanto você caminha por Kibera com seu guia local; você vai explorar o Mercado Toi, visitar oficinas e lojas de artesanato administradas por mulheres educadoras, entrar numa casa de família para uma conversa (e às vezes um chai), e ver de perto como sua reserva ajuda a educação no Hope and Shine Centre antes de retornar por conta própria ao Greenhouse Mall.
A primeira coisa que percebi foi o som — não exatamente barulho, mas várias camadas de vida acontecendo ao mesmo tempo. Encontramos o Lucas na frente do Greenhouse Mall, onde ele nos recebeu com um sorriso enorme e uma rápida explicação do que veríamos em Kibera. Confesso que fiquei um pouco nervoso — ler sobre a maior favela urbana da África é uma coisa, estar ali na sua beira é outra totalmente diferente. O ar estava quente e trazia um cheiro misto de fumaça de carvão com algo doce vindo das barracas de rua próximas.
Entramos juntos no Mercado Toi, e de repente tudo virou cor e movimento. Os vendedores chamavam em suaíli (tentei responder “asante” — o Lucas riu do meu sotaque), pilhas de roupas usadas por todo lado, rádios tocando músicas diferentes ao mesmo tempo. Uma mulher vendia bolinhos fritos; ela me ofereceu um, ainda quente, e acabei queimando um pouco os dedos, mas nem liguei. Tinha gosto de cardamomo e óleo. O Lucas parecia conhecer todo mundo — sempre parando para conversar ou acenar.
Depois entramos numa pequena oficina onde mulheres faziam joias com ossos de animais e latão. As ferramentas estavam gastas de tanto uso. Uma delas me mostrou como polia cada conta à mão; as palmas eram fortes, mas delicadas. Ela comentou baixinho que ensina a filha esse trabalho para que ela possa estudar um dia. Aquilo ficou comigo.
A visita à casa foi o que mais me surpreendeu — o Lucas nos convidou para entrar, o lugar era menor que meu quarto em casa, mas de alguma forma cheio de calor humano. A irmã dele preparou um chai num fogãozinho enquanto conversávamos sobre futebol e música (ela curte Sauti Sol). Antes de sair, passamos no Hope and Shine Centre, onde as crianças acenavam pelas janelas da sala de aula — algumas gritaram “hello!” em inglês perfeito. Me fez pensar em quantas coisas acontecem aqui que nunca aparecem nas notícias, sabe?
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