Você vai embarcar no primeiro barco transparente de Portugal em Sesimbra e ver a vida marinha deslizando sob seus pés enquanto navega da Praia do Ouro até a Praia do Ribeiro do Cavalo. Nade nas águas frias do Atlântico, compartilhe histórias com seu grupo pequeno e guia local, e deixe a costa selvagem fazer sua mágica silenciosa.
Sim, o passeio sai com no mínimo 4 pessoas. Se não atingir, você será contatado para remarcar ou receber reembolso total.
O passeio parte do Porto de Sesimbra.
Bebês são permitidos, mas devem ficar no colo de um adulto durante o passeio.
Não, não é recomendado para gestantes.
Sim, há opções de transporte público perto do Porto de Sesimbra.
Leve sua roupa de banho e toalha; água mineral e coletes salva-vidas são fornecidos.
Sim, é indicado para todos, exceto para quem tem problemas cardiovasculares graves.
Seu dia inclui água mineral para se refrescar após os mergulhos perto da Praia do Ribeiro do Cavalo, além de coletes salva-vidas fornecidos pelo guia local durante todo o passeio de barco transparente que sai do Porto de Sesimbra.
Não esperava sentir um friozinho na barriga ao subir num barco totalmente transparente — é como andar sobre a água, mas com uma sensação estranha no estômago. O porto de Sesimbra já estava movimentado, com pessoas se cumprimentando e o cheiro de peixe fresco ainda no ar. Nosso guia, João, sorriu quando me viu hesitar e bateu com a sandália no chão de vidro: “É mais resistente do que parece, pode confiar.” Ele tinha razão — em pouco tempo parei de pensar nisso e só fiquei admirando as ondas azul-esverdeadas deslizando sob meus pés.
A costa parecia outra vista daqui de baixo. Dá para ver cada ondulação, cada alga balançando lá embaixo. Quando chegamos perto da Praia do Ouro, João diminuiu o ritmo para procurarmos peixes — pequenos brilhos prateados passando rápido sob nós. Alguém apontou uma água-viva (dei um pulo), mas João riu e disse que nessa época do ano elas não fazem mal. O ar tinha gosto de sal e era cortante; eu ficava afastando o cabelo do rosto porque o vento estava por toda parte. Em um momento, me peguei só olhando a luz mudando nas pedras — sem nem pensar em tirar fotos pela primeira vez.
Paramos perto da Praia do Ribeiro do Cavalo para nadar. A água estava fria a ponto de tirar o fôlego, mas tão transparente que dava para ver os próprios pés chutando lá embaixo. Éramos só cinco a bordo — deu uma sensação de intimidade, como se tivéssemos ganhado algo só para nós. Água mineral apareceu do nada (João de novo), e ele brincou dizendo que os locais nunca se cansam dessa vista. Acho que eu também não. No caminho de volta, todo mundo ficou em silêncio por um tempo — talvez absorvendo tudo ou cansado do mergulho, difícil dizer.

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