Você vai remar pela costa selvagem de Lagos de caiaque com um guia local, passando pelas famosas grutas e arcos da Ponta da Piedade. A maioria dos passeios inclui uma parada numa praia escondida para nadar ou fazer snorkel (equipamento incluso). Prepare-se para risadas, ar salgado, pequenas surpresas — e talvez um jeito novo de ver essas falésias que você só viu em fotos.
O passeio começa direto na Praia da Solaria, em Lagos.
A maioria dos passeios faz uma parada para nadar ou fazer snorkel; os passeios ao pôr do sol focam mais nas vistas da costa.
Sim, as máscaras são incluídas nos passeios com parada na praia.
Não precisa ter experiência; é necessário saber nadar minimamente.
Você recebe caiaque duplo sit-on-top, bolsa impermeável, guia local certificado, colete salva-vidas, barco de apoio, remo e máscara de snorkel (em alguns horários).
A idade mínima é 4 anos; crianças devem estar acompanhadas por um adulto no mesmo caiaque.
Essa atividade não é recomendada para gestantes.
Seu dia inclui o uso de um caiaque duplo sit-on-top com remo e colete salva-vidas, além de uma bolsa impermeável para seus pertences. Um guia local certificado acompanha o passeio pela costa com apoio de um barco. Na maioria dos horários, você recebe máscara de snorkel para nadar na parada na praia antes de voltar juntos para Lagos.
A primeira coisa que lembro é da luz refletindo na água quando saímos da Praia da Solaria. Nosso guia, João, me entregou o remo com um sorriso de quem já fez isso mil vezes — e, sinceramente, deve ter mesmo. As falésias da Ponta da Piedade pareciam quase surreais de tão douradas e ocre contra o azul do mar. Eu sentia cheiro de protetor solar e sal, e alguém atrás de mim já ria nervoso achando que ia virar o caiaque (ainda não fui eu... por enquanto).
Navegamos até uma das grutas — João chamou de “a catedral” — e por um instante o silêncio era só o som dos remos batendo no caiaque. Ele apontava formas nas pedras que eu jamais teria notado: um elefante aqui, um navio ali. O ar dentro da caverna tinha um cheiro fresco e terroso. Tentei falar “Ponta da Piedade” do jeito certo; João só balançou a cabeça, sem corrigir. A palavra-chave desse passeio é com certeza “passeio de caiaque Ponta da Piedade”, mas na real parecia que estávamos flutuando dentro de um sonho de artista.
Depois de passar por grutas e arcos (e levar um banho da minha amiga que tentou virar o caiaque), paramos numa praia minúscula que você nunca acharia por terra. A areia grudou nos meus pés quando entrei na água — gelada no começo — e o João jogou as máscaras de snorkel pra gente. A água era tão cristalina que dava pra ver peixinhos passando perto dos meus dedos. Se você escolher o passeio ao pôr do sol, essa parada não rola, pra aproveitar mais a costa dourada; eu gostei das duas opções, viu?
O retorno foi mais devagar — braços cansados, mas daquele jeito bom. Sol batendo nos ombros, sal secando na pele. Ainda lembro do último trecho, quando ninguém falou nada; só o som dos remos no ritmo e Lagos começando a brilhar atrás da gente. Não sei se foi a vista ou só estar ali junto, mas ficou marcado.
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