Você vai embarcar num catamarã ecológico em Portimão e navegar pela costa do Algarve, passando por fortalezas históricas e ilhotas de aves antes de entrar na Gruta de Benagil. Com um guia local contando histórias e tempo para nadar se o clima ajudar, espere conforto, águas calmas e momentos que ficam na memória muito depois do desembarque.
O passeio dura cerca de 3 horas, saindo da Marina de Portimão.
Sim, o mergulho é permitido em dias quentes e com mar calmo, mas não nos passeios ao pôr do sol.
O passeio sai do Cais M, na parte norte da Marina de Portimão.
Sim, o catamarã conta com banheiro disponível.
Crianças são bem-vindas, mas precisam estar acompanhadas por um adulto o tempo todo.
Não, animais de estimação não são permitidos neste passeio.
Não, o acesso ao catamarã não é adequado para pessoas com mobilidade reduzida ou cadeirantes.
Leve roupa de banho e toalha se quiser nadar; chegue com 15 minutos de antecedência para o check-in.
O seu dia inclui todas as taxas e impostos pagos antecipadamente; assentos confortáveis com acesso a bar e banheiro a bordo; guia local que compartilha histórias durante o trajeto; além de tempo para nadar se as condições permitirem, antes de voltar para a Marina de Portimão.
Antes mesmo de achar meu lugar no catamarã, alguém me oferece uma bebida gelada — um daqueles gestos simples que já te deixam relaxado na hora. Os assentos são mais confortáveis do que eu esperava (sempre imagino bancos de plástico), e o som é só o leve zumbido dos painéis solares no teto. Nossa guia, Marta, chama a gente para olhar para o lado bem quando passamos pelo antigo Forte de São João do Arade. Ela conta histórias de piratas e torres de vigia — os olhos dela brilham ao falar de como os moradores tocavam sinos para avisar do perigo. Dá até para imaginar a cena vendo aquelas pedras desgastadas contra o azul do mar.
A costa do Algarve vista do mar tem uma cor diferente — mais dourada do que amarela, com sombras em cada arco e penhasco. Passamos por Carvoeiro e depois diminuímos a velocidade perto de um ilhéu pequeno coberto de pontos brancos. São garças fazendo ninho; Marta aponta o som delas, agudo e rápido, que se destaca no silêncio quase total do motor (ou da falta dele). O ar tem aquele cheiro de sal, mas só isso, além do protetor solar e talvez um pouco de pinho lá longe. Tento falar “Algar de Benagil” do jeito certo — Li ri do meu sotaque — e logo estamos deslizando para dentro daquela gruta famosa. A luz entra pelo topo como se alguém tivesse deixado uma porta aberta no céu. Todo mundo fica em silêncio por um instante; até hoje eu lembro dessa vista quando fecho os olhos.
Se o dia estiver quente, dá para pular na água e nadar — mas não nos passeios ao pôr do sol (alguém perguntou). A água é mais fria do que eu imaginei, mas cristalina, então vale levar a toalha se você for corajoso. Tem bar a bordo, mas nada de música alta ou festa — só gente apontando as grutas e trocando histórias de onde vieram. Na volta para a Marina de Portimão, Marta fala sobre a Torre da Lapa e como os vizinhos se revezavam para vigiar os corsários. Dá vontade de saber que histórias esses penhascos contariam se pudessem falar.
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