Você vai caminhar pela floresta tropical de El Yunque com um guia local, ouvir os sapinhos coquí, sentir o spray da cachoeira La Coca, subir na torre Mt Britton para vistas incríveis e, se tiver coragem, nadar em piscinas naturais. Prepare-se para lama nos sapatos e histórias que ficam com você muito depois de sair de Porto Rico.
De 30 minutos a 1 hora de carro de San Juan até a Floresta Nacional El Yunque.
Sim, há paradas para nadar nas águas cristalinas dos rios durante o passeio.
Bebês e crianças pequenas são bem-vindos; carrinhos de bebê são permitidos no passeio.
Use calçados confortáveis que possam sujar; leve capa de chuva ou jaqueta, pois chove com frequência.
O passeio inclui uma parada para almoço, mas as refeições não estão incluídas no preço.
É recomendado ter um nível moderado de preparo físico para as trilhas e subidas.
Sim, animais de serviço são permitidos durante o passeio guiado em El Yunque.
O dia inclui transporte com ar-condicionado para te buscar perto de San Juan, acompanhamento de um guia local experiente que compartilha histórias em cada parada, como a Cachoeira La Coca e a torre Mt Britton, além de tempo para nadar ou relaxar nas piscinas naturais antes de voltar com conforto.
“Aqui em El Yunque, a chuva é nossa bênção,” disse José, sorrindo enquanto distribuía capas de chuva que tinham um leve cheiro de plástico e terra. Eu ainda estava meio sonolento na van que saiu de San Juan — cerca de 45 minutos naquela manhã — mas a energia dele despertou todo mundo. A estrada serpenteava por pequenas cidades onde os galos já cantavam e roupas secavam pesadas no varal. O ar parecia denso, mesmo antes de entrarmos na floresta.
Já tinha visto fotos da Floresta Nacional El Yunque, mas pisar na trilha foi outra coisa. Você escuta tudo ao mesmo tempo — os sapinhos coquí cantando (José logo apontou onde estavam), o som da água correndo perto, folhas batendo suavemente quando o vento sopra. Paramos primeiro na Cachoeira La Coca; não esperava que fosse tão barulhenta nem que a névoa fria fosse bater no meu rosto. Tinha famílias tirando selfies e umas crianças se desafiando a chegar mais perto do spray. Meus sapatos ficaram enlameados rapidinho — devia ter usado um par velho.
Depois de subir até a torre Mt. Britton (não é longe, mas você vai suar), tivemos uma vista que deixou todo mundo em silêncio por um instante. Nuvens baixas flutuavam sobre colinas verdes sem fim — tentei tirar foto, mas sinceramente, não faz justiça ao que vi. Na descida, José mostrou um gengibre selvagem crescendo à beira da trilha; ele quebrou um pedaço para a gente cheirar, e era ao mesmo tempo forte e doce. Mais tarde, alguns se refrescaram em uma das piscinas do rio — gelada no começo, mas depois você só ri porque é gostoso depois de tanto caminhar.
Fico pensando naquele momento sob as árvores, com cabelo molhado e mãos sujas, comendo os lanches que alguém compartilhou enquanto José contava como o avô dele costumava pescar ali antes da área virar reserva. A volta foi silenciosa — todo mundo cansado, mas daquele jeito bom — janelas embaçadas pelas roupas molhadas e risadas ainda no ar.
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