Você vai de San Juan até a floresta do El Yunque com um guia local que conhece cada curva da estrada — e cada história por trás delas. Veja cachoeiras pela janela, faça trilhas por caminhos enlameados para nadar em rios cristalinos se o tempo deixar, depois suba numa torre para uma vista de tirar o fôlego antes de voltar com memórias novas (e talvez meias molhadas).
São cerca de uma hora de carro, ida e volta, entre San Juan e El Yunque.
Sim, o transporte do seu hotel ou acomodação em San Juan está incluso.
Se o clima ajudar, dá para nadar ou entrar na água em um dos rios durante a caminhada.
Você verá uma cachoeira de 26 metros pela janela do carro, mas não há parada para fotos.
É recomendado ter preparo físico moderado para enfrentar trilhas enlameadas e subir escadas na torre.
Sim, as taxas de entrada na Floresta Nacional do El Yunque já estão inclusas na reserva.
Sim, água mineral é oferecida durante todo o passeio.
Crianças podem participar, mas precisam estar acompanhadas de um adulto o tempo todo.
O dia inclui transporte do seu hotel em San Juan, entrada na Floresta Nacional do El Yunque, água mineral durante o passeio e transporte em veículo com ar-condicionado, retornando ao seu hotel ou pousada no final.
Com as mãos firmes no banco da van enquanto saíamos de San Juan, fiquei hipnotizado pelo verde que só aumentava. Nosso guia — José, que cresceu ali perto — apontava pequenas barracas de frutas na beira da estrada e contava como a avó dele fazia mofongo. Ele também falou abertamente sobre o status de Porto Rico; alguém do grupo perguntou e ele respondeu na lata. O cheiro de folhas molhadas já estava no ar quando chegamos ao El Yunque, cerca de uma hora de viagem. Nunca tinha ouvido sapos tão barulhentos até aquele momento.
A primeira parada foi numa cachoeira que dá para ver da janela do carro — não dava para parar, mas o José diminuiu a velocidade para todo mundo admirar. Água caindo a 26 metros, branca no meio de tanto verde. Depois veio a caminhada pela floresta. O caminho estava escorregadio em alguns trechos (escorreguei uma vez, mas quem nunca?), e quando chegamos ao rio, alguns pularam direto na água. Eu hesitei porque parecia fria — mas acabei entrando também. A água era cristalina e surpreendentemente gelada; até hoje lembro a sensação na pele depois daquela trilha sob o sol.
Mais tarde subimos uma torre de pedra — acho que era a Yokahú, com uns 16 metros de altura. O vento batia forte lá em cima, e a vista alcançava todo o lado leste de Porto Rico. Alguém apontou um pedaço azul entre as árvores e brincou que devia ser só mais uma nuvem de chuva chegando. O José riu com a gente e passou garrafinhas de água (que naquele momento pareceram um luxo). Conversamos sobre furacões e a força da natureza enquanto encostávamos no corrimão — nem tudo aqui é perfeito, mas isso é que faz a experiência ficar marcada.
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