Você vai acordar antes do sol em Cusco e ver a névoa cobrindo a floresta nublada de Manu antes de se aventurar nas trilhas da Amazônia com um guia local. Observe macacos e araras nas margens do rio, coma frutas frescas em mercados animados, durma cercado pelos sons da floresta na Guadalupe Lodge e, se estiver com coragem, até nade no rio Madre de Dios.
Sim, o traslado do seu hotel ou do aeroporto em Cusco está incluso.
Você passa duas noites na Guadalupe Lodge durante o tour.
O café da manhã está incluído; lanches como frutas e biscoitos são oferecidos durante as atividades; o almoço é servido no barco ou na beira do rio.
Você pode avistar macacos (de lã ou capuchinhos), araras, tucanos, morcegos, aranhas, escorpiões e o galo-da-rocha, ave símbolo do Peru.
Sim — a Guadalupe Lodge oferece WiFi e eletricidade limitada, além de banheiros e chuveiros privativos.
Sim — botas de borracha estão disponíveis para tamanhos até 45 europeu.
A viagem leva quase o dia todo, com várias paradas pela Manu Road; chegamos no meio da tarde.
Sim, há uma opção para nadar no rio Madre de Dios, se o tempo permitir no segundo dia.
Sua jornada de três dias inclui traslado do hotel ou aeroporto em Cusco, todo o transporte terrestre por van e barco pelo rio Madre de Dios, duas noites na Guadalupe Lodge com WiFi e banheiros privativos, trilhas guiadas de dia e à noite por florestas nubladas e cavernas, lanches como frutas frescas, cafés da manhã e almoços à beira do rio preparados durante o percurso — tudo conduzido por um guia local que fala inglês e conhece cada som dessa floresta.
O que mais me marcou foi a névoa deslizando sobre a floresta nublada enquanto descíamos pela Manu Road saindo de Cusco — parecia até coisa de cinema, como se alguém tivesse pintado o vale em camadas de verde e prata. Paramos numa padaria minúscula em Oropesa antes do sol nascer; o cheiro do pão quentinho misturado com o ar frio da montanha me despertou melhor que café. Nosso guia, Miguel, não parava de mostrar pássaros que eu nunca tinha ouvido falar — ele ficou animado com o galo-da-rocha-vermelho (ave símbolo do Peru), que parecia até personagem de desenho animado. Tentei tirar uma foto, mas ele voou antes que eu conseguisse focar. O café da manhã em Paucartambo foi simples, só ovos e frutas numa barraca de mercado, mas de algum jeito parecia mais gostoso que qualquer coisa chique que já comi.
Quando cruzamos o Acjanaco Pass, tudo mudou — de repente estávamos mergulhando numa selva densa, com cachoeiras por todo lado e musgo cobrindo cada pedra. Foi aí que o tour pela floresta amazônica realmente começou. Paramos para comprar frutas no mercado de Pilcopata (a papaya ainda não saiu da minha cabeça) e chegamos à Guadalupe Lodge à tarde. O lugar fica escondido entre as árvores; você escuta os insetos cantando a noite toda e, se prestar atenção, vê vaga-lumes piscando. As caminhadas noturnas foram incríveis — Miguel distribuiu lanternas e nos mostrou morcegos pendurados numa caverna acima da cabeça (confesso que me abaixei). Teve um momento em que todo mundo ficou em silêncio, só ouvindo macacos ou sapos — só o som da chuva batendo nas folhas e risadinhas distantes da cozinha.
No dia seguinte, o despertador foi o canto dos pássaros antes do sol nascer. Passamos por plantações de banana até o porto de Atalaya, de onde pegamos um barco a motor pelo rio Madre de Dios — a água era tão transparente que dava para ver pedaços de madeira boiando lá embaixo. Os lanches no barco foram simples: frutas e biscoitos que o Miguel mesmo preparou. A trilha até a lagoa Machuhuasi foi quente e úmida, mas valeu a pena pelas aves voando entre os juncos (alguém viu um tucano; eu perdi porque estava olhando umas formigas gigantes). O almoço foi na beira do rio, debaixo de um telhado de zinco, enquanto a chuva tamborilava no teto — nada sofisticado, mas perfeito naquele momento.
Na volta, paramos num jardim cheio de beija-flores que voavam entre os comedouros — eles são menores do que a gente imagina, quase leves demais quando ficam pairando pertinho do rosto. Se quiser, dá para nadar no rio (eu não arrisquei, fica para a próxima). Na última manhã, fizemos outra caminhada pela floresta de palmeiras procurando macacos antes de voltar para Cusco. A viagem de volta foi mais silenciosa; acho que todo mundo estava cansado ou só absorvendo os sons e cheiros que ficaram com a gente bem além do esperado.

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