Você vai provar mais de 14 sabores típicos de Arequipa — das frutas do Mercado San Camilo até preparar ocopa com os locais. Vai conhecer técnicas ancestrais, experimentar pratos como alpaca e rocoto relleno, e terminar com queijo helado enquanto contempla o vulcão Misti. Prepare-se para risadas, texturas surpreendentes e uma conexão verdadeira com o lugar que fica com você depois.
Você experimenta mais de 14 sabores típicos peruanos de Arequipa durante o tour.
Sim, o almoço está incluso, assim como bebidas alcoólicas durante a experiência.
Não, o transporte não está incluso por padrão, mas é possível reservar tours privados com transporte.
O tour passa pelo Mercado San Camilo, Plaza de Armas e Yanahuara para degustações e vistas.
Infelizmente não, pois os pratos oferecidos não atendem a dietas vegetarianas ou veganas.
Recomenda-se levar chapéu, protetor solar e água, conforme orientação dos organizadores.
Seu dia inclui todas as degustações — mais de 14 sabores regionais — além de bebidas alcoólicas e um almoço reforçado com especialidades como alpaca ou cuy (para os mais corajosos). Você vai participar ativamente fazendo molho ocopa com os anfitriões locais usando um batán. O transporte não é padrão, mas pode ser organizado de forma privada; caso contrário, você encontra seu guia na cidade para começar o passeio a pé pelos mercados e praças centrais de Arequipa.
Confesso que hesitei na primeira mordida de alpaca. Nossa guia, Paola, só sorriu e disse: “É mais magra que carne bovina — confia em mim.” Estávamos só começando o tour gastronômico por Arequipa, passando pelo agito do Mercado San Camilo. O ar estava cheio de aromas de frutas — tuna (a fruta do cacto, não peixe), chirimoya, algo doce e ácido que até hoje não sei nomear. Os vendedores gritavam em espanhol, e Paola acenava para metade deles como se fossem velhos amigos. Ela nos ofereceu uma fatia de lúcuma — um sabor meio terroso, quase caramelo? Ainda não decidi.
Depois do mercado, seguimos para a Plaza de Armas. O sol refletia naquelas pedras vulcânicas brancas — sillar, explicou Paola — e, sinceramente, estava quase difícil olhar de tão forte. Um grupo de crianças corria atrás dos pombos na fonte; uma garotinha me ofereceu um pedaço do seu pastel de papa (tentei agradecer em quíchua, mas acho que errei feio). Paola contou como a comida de Arequipa mistura raízes espanholas e indígenas — ela se empolgou explicando o molho ocopa e depois nos mostrou como moer ervas no batán. Meus braços ainda doem de tanto tentar.
O almoço foi rocoto relleno (menos picante do que eu imaginava) e queijo helado de sobremesa em Yanahuara. A vista da cidade com o vulcão Misti ao fundo era de tirar o fôlego — as nuvens se moviam tão devagar que parecia que nem se mexiam. Alguém perto tocava huayno no celular; o som se misturava ao cheiro de anis vindo dos doces de uma barraquinha. Era como se Arequipa estivesse se exibindo, mas sem se importar se você notava ou não. Saí satisfeito, mas com uma nostalgia estranha já tomando conta.

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