Você começa no Norsk Tindesenter em Åndalsnes com seu guia local e todo o equipamento preparado. Escale a Via Ferrata Intro Wall seguro e preso ao cabo, enquanto as vistas dramáticas do vale Romsdalen e picos icônicos como o Trollveggen surgem sob seus pés. Depois de alcançar o topo da Nesaksla, desça a trilha com confiança renovada (e provavelmente os sapatos sujos). Não é só mais um dia ao ar livre — é uma experiência que fica.
A escalada guiada mais a descida levam cerca de 3 a 4 horas no total.
Não é necessário ter experiência anterior para essa rota.
O ponto de encontro com o guia é no Norsk Tindesenter, no centro da cidade.
Sim, todo o equipamento técnico, incluindo capacete, arnês e luvas, pode ser emprestado ou alugado no centro.
O passeio geralmente acontece mesmo com chuva, mas pode ser cancelado em caso de ventos fortes ou tempestades; você será avisado se isso ocorrer.
Use roupas para clima de montanha: calça de trilha, camada corta-vento, roupa quente, calçado resistente com boa aderência — e leve comida e água.
Não, não inclui almoço; leve lanches ou comida para manter a energia durante a atividade.
O passeio é indicado para a maioria dos iniciantes, mas não é recomendado para quem tem condições médicas sérias ou lesões.
Seu dia inclui guia profissional local que conhece cada detalhe da via ferrata Intro Wall em Åndalsnes, todo o equipamento técnico de escalada (capacete, arnês e luvas se precisar), taxas já pagas para evitar qualquer preocupação no check-in — e depois da escalada, você desce junto com o guia pela montanha Nesaksla até a cidade, pronto para seguir sua aventura com as botas enlameadas.
A primeira coisa que percebi foi o silêncio — só quebrado pelo tilintar dos mosquetões e uma risada nervosa atrás de mim. Estávamos na base da Via Ferrata Intro Wall em Åndalsnes, capacetes meio tortos, jaquetas impermeáveis fechadas por precaução (o clima norueguês é imprevisível aqui). Nosso guia, Erik, sorriu e perguntou se alguém já tinha escalado antes. Neguei com a cabeça. Ele me entregou as luvas, conferiu meu arnês — rápido, mas com cuidado — e apontou para o Romsdalshorn espreitando por entre as nuvens baixas. “Essa é a vista se você olhar para trás”, disse. Eu tentei não olhar para baixo.
A primeira parte era mais íngreme do que eu esperava. Os degraus de metal estavam gelados mesmo com as luvas, mas havia algo reconfortante em estar preso ao cabo — como um fio de segurança em que você confia sem pensar demais. Erik seguia na frente, dando dicas naquele jeito tranquilo norueguês (“Pé esquerdo ali! Sem pressa!”). Em um momento, parei para recuperar o fôlego e percebi o quanto já havíamos subido acima do vale. O ar tinha um cheiro fresco e verde, quase como pedra molhada depois da chuva. Alguém tentou falar “Nesaksla” e errou tanto que Erik até riu — disse que nem os noruegueses acertam sempre.
Não esperava me sentir tão tranquilo depois de pegar o ritmo. Meu coração batia forte, mas de um jeito bom — uma mistura de empolgação e concentração. Quando chegamos a uma travessia exposta, o vento puxava minha jaqueta e consegui ver a Troll Wall ao longe (Erik chamou de “Trollveggen” — soava muito mais legal em norueguês). Teve um momento em que todo mundo ficou em silêncio, olhando para o vale Romsdalen, com os pés firmes nos degraus de aço e as mãos segurando os cabos. Era como estar suspenso entre a montanha e o céu.
A escalada durou cerca de três horas ida e volta? Difícil dizer ao certo — o tempo fica meio estranho quando você está tão focado. A descida pela trilha da Nesaksla estava enlameada, mas foi mais fácil do que imaginei; as pernas tremiam, mas felizes. De volta a Åndalsnes, todos pareciam meio bagunçados, mas orgulhosos. Sinceramente, ainda penso naquela vista toda vez que vejo uma foto da Noruega — ela fica na memória mais do que você imagina.
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