Você vai sentir cada respingo nesse rafting de meio dia pelo rio Upper Seti em Pokhara — corredeiras rápidas, vistas incríveis das montanhas e momentos de paz entre a adrenalina. Reme com guias locais que conhecem cada curva; deslize perto dos picos nevados de Annapurna; e ria com seu grupo enquanto se seca depois de uma aventura que vai querer reviver na cabeça por dias.
O rafting dura cerca de 1,5 horas no rio.
Sim, o transporte privativo com retirada no seu local está incluso.
Não, é para todos os níveis, desde iniciantes até quem já tem experiência.
Sim, fotos gratuitas fazem parte do seu passeio.
Use roupas confortáveis que possam molhar; água mineral será fornecida.
Não, só fornecemos água mineral durante o passeio.
Essa atividade não é recomendada para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou no coração.
Seu dia inclui transporte privativo do hotel ou ponto de encontro em Pokhara, água mineral para manter a energia entre as corredeiras e fotos gratuitas para você curtir sem se preocupar com o celular molhando — só foque em remar e aproveitar a paisagem antes de voltar juntos para a cidade.
A primeira coisa que lembro é o choque da água gelada — forte, quase elétrica — assim que começamos a descer o Upper Seti. Pokhara ficava para trás, acordando, mas ali só existia o som do rio e aquela mistura estranha de nervosismo e empolgação. Nosso guia, Rajan, sorria como se já tivesse feito isso mil vezes (provavelmente já fez). Ele nos ensinou a remar juntos — mais ou menos — e disse para não se preocupar se caíssemos. “Só respira,” falou, o que parecia fácil até a primeira corredeira. A água é rápida. Muito rápida. Perdi a conta de quantas vezes meu coração disparou.
Em um momento, você levanta o olhar e, de repente, as montanhas Annapurna estão ali — gigantes e silenciosas acima de toda aquela bagunça lá embaixo. O sol brincava de aparecer e sumir entre as nuvens, deixando tudo ora prateado, ora verde de novo. Passamos por trechos tão estreitos que parecia impossível um bote passar (até hoje não sei como o Rajan conseguiu nos guiar). Em certo ponto, flutuamos por uma garganta onde tudo ficou estranho e calmo; até os pássaros pareciam ter parado para ouvir. Alguém atrás de mim começou a cantarolar uma música nepalesa — acho que só de alívio.
Tentei gritar algo por cima do barulho (sem ideia do quê), mas o vento e a água engoliram tudo. Minhas mãos já estavam dormentes, mas nem liguei — estava rindo demais de mim mesmo por não ter ouvido o Rajan mandar “rema pra frente!” Quando chegamos à margem, todo mundo parecia ter passado por uma lavagem de carro, mas ninguém queria que acabasse. O passeio durou mais ou menos uma hora e meia? Pareceu ao mesmo tempo longo demais e rápido demais.
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