Comece antes do amanhecer com transporte no hotel em Kathmandu para ver o nascer do sol na torre de Nagarkot, com vista para Everest e Annapurna em dias claros. Depois do café, faça uma trilha descendo por vilarejos Tamang, florestas tranquilas e templos até chegar ao Changu Narayan, patrimônio da UNESCO. Parada opcional na praça Durbar de Bhaktapur para quem quiser mais história. Momentos de silêncio impressionante, risadas e comida simples durante o percurso.
A caminhada tem cerca de 12 km e leva aproximadamente 4 horas descendo.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel em Kathmandu está incluso.
Sim, em manhãs claras é possível avistar o Everest da torre de Nagarkot.
Sim, um café simples é servido após o nascer do sol em Nagarkot antes da trilha.
Sim, a parada em Bhaktapur é opcional e pode ser solicitada; taxas de entrada não estão incluídas.
Changu Narayan é o templo hindu mais antigo do Nepal, datado do século III, e é Patrimônio Mundial da UNESCO.
Sim, você passará por vilarejos Tamang onde poderá conhecer os moradores locais.
A trilha é principalmente descida, mas não é recomendada para quem tem problemas na coluna ou saúde cardiovascular fragilizada.
O passeio inclui transporte de ida e volta do hotel em Kathmandu, água mineral durante o percurso, entrada na torre de Nagarkot e no templo Changu Narayan, transporte privado entre os locais e acompanhamento de um guia local experiente que traz cada lugar à vida com histórias incríveis.
“Não se preocupe, o chá aqui em cima é bem melhor,” sorriu nosso motorista enquanto saíamos do van em Nagarkot, ainda meio sonolentos. Ele não estava exagerando — o primeiro gole veio quente e com um sabor terroso, o vapor subindo entre minhas mãos. O céu começava a tingir de rosa atrás dos Himalaias. Eu ficava apertando os olhos para tentar enxergar o contorno do Everest, sem acreditar que estava ali tão perto. Nosso guia também apontou a Annapurna, mas eu ainda estava despertando e distraído com o frio no nariz. Tem algo mágico em ver o vale de Kathmandu acordar lá de cima — o canto de galos ecoando na névoa e um silêncio quase absoluto ao redor.
Depois do café da manhã (ovos simples e pão chapati — nada sofisticado, mas exatamente o que eu queria), começamos a descida pela trilha. A caminhada de Nagarkot é quase toda ladeira abaixo, o que parecia fácil até meus joelhos reclamarem depois de uma hora. Passamos por um vilarejo Tamang onde as crianças acenavam e as cabras bloqueavam o caminho como se fossem donas do lugar. Nosso guia conversou com uma mulher carregando lenha; tentei cumprimentar com um “namaste” e ela sorriu tão largo que achei que tinha acertado. Houve um momento no Buddha Peace Park em que tudo cheirava a pinho e fumaça de lenha distante — sabe quando você percebe o quanto está longe da sua rotina? Foi ali que senti isso.
A floresta se abriu perto do templo Jalpadevi, com a luz do sol brincando entre as folhas na trilha. Alguém viu macacos no alto (eu só consegui ver os rabos balançando). Quando chegamos ao templo Changu Narayan — que nosso guia disse ser o mais antigo do Nepal — minhas pernas já estavam cansadas, mas a cabeça parecia leve, como depois de um mergulho longo. O templo é todo coberto de entalhes; lojinhas próximas vendem máscaras pintadas e sinos de latão que tilintam quando você passa. Um vendedor nos ofereceu chá doce com leite enquanto contava histórias de reis e terremotos (entendi metade, mas adorei ouvir mesmo assim).
No caminho de volta para Kathmandu, poderíamos ter parado na praça Durbar de Bhaktapur (opcional), mas sinceramente tudo que eu queria era olhar os campos de arroz passando pela janela por um tempo. Ainda penso naquele nascer do sol quando não consigo dormir — aquela sensação de ser pequeno, mas completamente desperto.

Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?