Você vai acelerar ATVs pelas trilhas da selva de Tulum, voar nas tirolesas sobre a copa das árvores, nadar em um cenote cristalino, compartilhar um almoço maia tradicional com um grupo pequeno e terminar flutuando ao lado de tartarugas selvagens perto de Akumal — tudo com um guia local que vira amigo no fim do dia.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel está disponível na zona de Tulum.
A experiência dura cerca de cinco horas do começo ao fim.
Não precisa; os guias oferecem instruções de segurança e todo o equipamento necessário.
Sim, um almoço maia autêntico está incluso durante o passeio.
A idade mínima para pilotar um ATV é 18 anos; crianças mais novas podem ir como passageiras.
Leve roupa de banho, toalha, calçado confortável ou chinelos, camiseta extra, repelente de mosquitos biodegradável e dinheiro em espécie.
Este passeio não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou cardiovasculares; é necessário estar com condicionamento físico moderado.
O nado com tartarugas acontece perto de Akumal, em águas naturais — não em aquários ou recintos fechados.
Seu dia inclui transporte de ida e volta do hotel na zona de Tulum, todas as atividades (passeio de ATV pelas trilhas da selva, quatro tirolesas sobre a copa das árvores, nado em cenote cristalino), água mineral durante todo o dia, todo o equipamento de segurança com instruções de guias locais bilíngues que realmente conhecem o lugar — e, para fechar, um almoço tradicional mexicano antes de voltar para casa com o cabelo cheio de sal e um sorriso enorme.
A primeira coisa que lembro é como a luz do sol atravessava aquelas folhas densas — parecia que alguém tinha aberto o céu só para a gente. Mal havíamos saído de Tulum quando nosso guia, Luis, sorriu e me entregou um capacete que ainda cheirava a protetor solar e terra molhada. Eu estava meio nervoso com o ATV (nunca fui muito bom com motores), mas depois de alguns tropeços e umas zoações do meu parceiro, lá fomos nós — acelerando por trilhas enlameadas com galhos roçando os braços. Foi barulhento, bagunçado e, pra ser sincero, uma sensação de liberdade incrível.
Depois daquela adrenalina, tudo desacelerou no cenote. A água era tão cristalina que parecia até irreal; gelada o suficiente para fazer você prender a respiração no primeiro mergulho. Tive um momento de silêncio flutuando de costas, ouvindo só minha respiração e alguns pássaros lá no alto. Luis nos contou que esses cenotes são sagrados para os maias — falou baixinho, como se não quisesse quebrar o encanto. Até hoje penso naquele silêncio.
Depois vieram as tirolesas — quatro delas penduradas entre as árvores, como um sonho de infância. Minhas mãos tremiam antes de soltar, mas na última eu já estava gritando (não sei se de coragem ou de medo). O almoço depois de tudo isso foi simples e perfeito: tortillas feitas à mão e frango defumado enrolado em folha de bananeira. Nosso grupo se juntou para trocar histórias enquanto Luis tentava me ensinar a dizer “obrigado” em maia — Li riu quando tentei em mandarim (definitivamente estraguei os dois).
A última parte — o nado com tartarugas — parecia coisa de filme. Entramos na água azul e quente perto de Akumal, e lá estavam elas: tartarugas lentas e antigas, só fazendo o que fazem, enquanto a gente flutuava por perto. Sem multidões, só nós e esses animais tranquilos deslizando pelo coral. Meu cabelo já estava cheio de sal e protetor, mas eu nem ligava.

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